Mosteiro da Serra do Pilar ou Mosteiro de Santo Agostinho da Serra do Pilar





O Mosteiro da Serra do Pilar ou Mosteiro de Santo Agostinho da Serra do Pilar (séc. XVI - XVII) localiza-se numa elevação sobranceira ao Rio Douro denominada Serra do Pilar, O Mosteiro da Serra do Pilar foi criado após a reforma da Ordem dos Agostinianos, quando os monges do mosteiro de Grijó foram transferidos para a nova localização. Inicia-se em 1537 a construção deste novo mosteiro, que apresenta planta composta pela igreja, de planta circular, da capela-mor, de planta retangular, e do claustro, também de planta circular, todos dispostos sequencialmente. 

O Mosteiro da Serra do Pilar, em Gaia, Património da Humanidade, começou a ser edificado em 1538, segundo projeto da autoria de Diogo de Castilho e João de Ruão, com o intuito de albergar os monges transferidos do Mosteiro de São Salvador de Grijó.

As obras só terminaram por volta de 1670, devido a problemas financeiros dos monges e a situação política da altura, o reino de Portugal passou para o domínio de Espanha. Este facto é visível na santa padroeira do mosteiro, Nossa Senhora do Pilar, santa espanhola.

O Mosteiro da Serra do Pilar era masculino e pertencia à Ordem de Santo Agostinho. A sua edificação teve iní­cio em 1538 e prolongou-se pelos séculos seguintes, em diversas etapas de construção que alteraram significativamente a traça inicial.

É hoje considerado um dos mais notáveis edifí­cios da arquitetura clássica europeia devido ao seu excecional valor arquitetónico e ao caráter singular da sua igreja e do seu claustro, ambos circulares e da mesma dimensão em planta.

A igreja foi classificada como Monumento Nacional em 1910; em 1935 a sala do capí­tulo, o refeitório, a cozinha, a torre e a capela foram classificados como Imóvel de Interesse Público. Em 1996 o Mosteiro da Serra do Pilar passou a estar classificado, juntamente com o Centro Histórico do Porto, como Património Mundial da Unesco, encontrando-se, por inerência, classificado como Monumento Nacional.



Rua Galeria de Paris





Aberta em 1903, no quarteirão anteriormente ocupado pelo convento das Carmelitas, os prédios que ladeiam a Rua da Galeria de Paris são elegantes e de boa traça, com destaque para o número 28, casa em estilo Arte Nova.

Ao longo da segunda metade do século XX, os armazéns de tecidos foram ocupando grande parte dos edifícios da rua. Na esquina da rua da Galeria de Paris com a rua das Carmelitas ficam os populares Armazéns Marques Soares e, do outro lado, está a Fernandes, Mattos & C.ª, casa de tecidos fundada em 1886.

De local triste e pouco habitado da Baixa do Porto, a rua da Galeria de Paris tornou-se, em pouco tempo, naquilo que é muitas vezes referido como um dos centros da movida portuense, fenómeno semelhante ao Bairro Alto. Tudo começou em 2007, com a abertura de um bar numa antiga livraria. O calendário variado de eventos que desenvolveu, com destaque para os concertos de jazz, desencadeou o surgimento de outros espaços, tornando este num local da moda da noite do Porto, especialmente aos 

 

Rua Galeria de Paris Idealizada no inicio dos anos 1900 com o objectivo de ter uma cobertura envidraçada como as Galerias de Paris, daí o seu nome, esta rua é vizinha e elementos tão característicos do Porto como a Livraria Lello, a Torre e Igreja dos Clérigos, entre outros, foi durante muito tempo um local pouco habitado.Contudo em 2007 com a abertura de um primeiro bar nesta rua, deu-lhe uma nova vida e movimentação, trazendo esse bar outros, e criando aqui um dos melhores pontos de noite do Porto. Um local que pode ser comparado ao Bairro Alto de Lisboa, cheio de bares mais ou menos culturais, de todos os tipos,

 

 

Mais concretamente a Rua da Galeria de Paris, fica situada na baixa do Porto. O antigo convento das Carmelitas ficava aí situado, sendo essa uma rua com prédios elegantes, a fazer lembrar as, originais, galerias de Paris.Até 2007 era uma rua sem vida, principalmente à noite. No entanto, a partir dessa data, esta rua, bem como toda esta zona, ganharam uma nova vida e, actualmente, fazem parte do roteiro nocturno da cidade. Aos fins de semana os seus bares e restaurantes ficam apinhados de gente, com vários eventos um pouco por todo o lado.

 

Pontos de interesse da rua Galeria de Paris

As ofertas de locais interessantes são inúmeras: o More Club, o Porto Tónico, o Clube 3C, o Praça, The Gin Club, o Era Uma Vez em Paris, o La Bohème, o Café au Lait, a Casa do Livro, o Alma, o conhecido restaurante Galerias de Paris, o Rendez Vous e o Plano B. Um pouco mais perto da Avenida dos Aliados fica o Passos Manuel, o Pitch, o Zoom, o Maus Hábitos e o Bar Boulevard.

 

Por toda a zona da baixa do Porto poderá, ainda, apreciar a gastronomia portuense, a preços bastante convidativos: Casa Guedes, o Buraquinho, Pedro dos Frangos, Casa Louro, Taberna Santo António, Solar da Conga, a Tasquinha, entre muitos outros. Se preferir algo mais formal, poderá optar pelo Al Forno, na rua Rodrigues Sampaio, o restaurante La Ricotta, na Rua Passos Manuel, o Paladar da Alma, na rua de Santo Ildefonso, o Tribeca, na rua Passos Manuel, Pizza & Drinks, na rua de Santa Teresa.

Os prédios que ladeiam a Rua da Galeria de Paris, aberta em 1903, são elegantes e de boa traça, com destaque para o número 28, casa em estilo Arte Nova. Ao longo da segunda metade do século XX os armazéns de tecidos foram ocupando grande parte dos edifícios da rua. De local pouco habitado da Baixa do Porto, a Rua da Galeria de Paris tornou-se, em pouco tempo, naquele que é muitas vezes referido como um dos centros da movida portuense. Tudo começou em 2007, com a abertura de um bar numa antiga livraria. O calendário variado de eventos que desenvolveu, com destaque para os concertos de jazz, desencadeou o surgimento de outros espaços, fazendo deste local um ponto alto da noite do Porto, especialmente aos fins de semana.







So 496 degraus da Ribeira at S Escada do Codeal





As Escadas do Codeçal é um arruamento na freguesia da Sé da cidade do Porto, em Portugal.

Trata-se de um dos recantos mais pitorescos do que se convencionou chamar o "Porto Antigo". De destacar a Capela de Nossa Senhora do Patrocínio edificada no século XVIII.

Da Ribeira até à Sé são 496 degraus de distância
Codeçal é a ortografia do topónimo na atualidade, alegadamente porque deriva de cadouço (i.e., covão, esconderijo). No entanto, outra interpretação, é que o mais apropriado escrever codessal, outra seja, lugar onde crescem codessos (arbustos de flor amarela, da família das leguminosas, espontâneos em Portugal).

 



 

Um lugar a não perder As Escadas do Codeçal são uma rua pedonal, localizada junto à Ponte D. Luís (ou Ponte Luís I). Se começar a subir junto à Ponte D. Luís, a meio do percurso pode decidir virar à esquerda e vai ter à Rua de D. Hugo (junto à Sé) ou virar à direita e vai sair no Largo 1º de Dezembro (onde está o edifício da PSP).Esta é uma das mais características ruas do Porto.Se fizer o percurso no sentido descendente vai ver o rio Douro a espreitar por entre o casario. Se for a subir, aconselho a parar muitas vezes para olhar para trás.Não é um lugar muito seguro para ser feito de noite, a não ser que esteja num grupo grande de pessoas. O ideal é fazê-lo durante o dia.

  A destacar a Igreja de Nossa Senhora do Patrocínio, no início da subida, à esquerda.  

  A origem das escadas perde-se no tempo. Esta escadaria ingreme foi, na época medieval, o caminho de ronda da Muralha Fernandina do Porto, estabelecendo a ligação ente o convento de Santa Clara e o postigo da Areia da muralha, já junto ao rio Douro.

Dos monumentos mais conhecidos das escadas do Codeçal encontra-se o Recolhimento do Ferro que, inicialmente, existia numa reentrância da rua Escura, em frente ao aljube. No entanto, como das janelas daquele presídio era possível devassar tudo o que se passava no interior do recolhimento, foi decidido transferi-lo para local mais adequado. O Codeçal foi o local escolhido, graças à cedência gratuita de terrenos por parte de uma benfeitora em 1729, que, no entanto, impos como condição que o recolhimento tomasse por padroeira Santa Maria Madalena e se dedicasse a receber "todas aquelas mulheres que, arrependidas da má vida e costumes dissolutos do mundo, se quisessem naquele Recolhimento". A instituição passou, por isso, a ser conhecida pela designação de Recolhimento de Nossa Senhora do Patrocínio e Santa Maria Madalena. Mas, por regra, continuou a ser conhecida simplesmente por Recolhimento do Ferro, tal como quando estava na rua Escura.

A construção da igreja e do recolhimento naquele lugar airoso, debruçado sobre o rio, iniciou-se em 1752 e não foi isenta de contratempos, prolongando-se por várias décadas. Nos meados dos século XIX, Henrique Duarte e Sousa Reis escrevia que o recolhimento se destinava "à clausura de senhoras e meninas que seus superiores, por conveniências públicas ou particulares, entendessem dever retirar do século e que nele [recolhimento] também se fazem depósitos judiciais de desposadas, quando é preciso..." Sabemos, por exemplo, que duas filhas do pintor João Glama viveram no recolhimento. Nos finais do século XX, com a necessidade de adaptação aos novos tempos, o antigo Recolhimento do Ferro passou a funcionar como Centro Social da Sé, uma instituição de solidariedade social que presta apoio à comunidade local.

Na década de 1880, a construção do tabuleiro superior da ponte Luís I obrigou a algumas demolições para construção de pilares de sustentação da ponte. Já no século XX, o alargamento da via de escoamento de trânsito do tabuleiro inferior da mesma ponte e a subsequente construção do túnel da Ribeira obrigou à demolição do trecho final das escadas do Codeçal. As escadas do Codeçal foram objeto de um programa de recuperação no âmbito da Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura

 



 

As Escadas do Codeçal é um arruamento na freguesia da Sé da cidade do Porto, em Portugal. Trata-se de um dos recantos mais pitorescos do que se convencionou chamar o "Porto Antigo". De destacar a Capela de Nossa Senhora do Patrocínio edificada no século XVIII. História Codeçal é a ortografia do topónimo na atualidade, alegadamente porque deriva de cadouço (i.e., covão, esconderijo).

No entanto, outra interpretação, é que o mais apropriado escrever codessal, outra seja, lugar onde crescem codessos (arbustos de flor amarela, da família das leguminosas, espontâneos em Portugal). A origem das escadas perde-se no tempo. Esta escadaria ingreme foi, na época medieval, o caminho de ronda da Muralha Fernandina do Porto, estabelecendo a ligação ente o convento de Santa Clara e o postigo da Areia da muralha, já junto ao rio Douro. Dos monumentos mais conhecidos das escadas do Codeçal encontra-se o Recolhimento do Ferro que, inicialmente, existia numa reentrância da rua Escura, em frente ao aljube.

No entanto, como das janelas daquele presídio era possível devassar tudo o que se passava no interior do recolhimento, foi decidido transferi-lo para local mais adequado. O Codeçal foi o local escolhido, graças à cedência gratuita de terrenos por parte de uma benfeitora em 1729, que, no entanto, impos como condição que o recolhimento tomasse por padroeira Santa Maria Madalena e se dedicasse a receber "todas aquelas mulheres que, arrependidas da má vida e costumes dissolutos do mundo, se quisessem naquele Recolhimento". A instituição passou, por isso, a ser conhecida pela designação de Recolhimento de Nossa Senhora do Patrocínio e Santa Maria Madalena. Mas, por regra, continuou a ser conhecida simplesmente por Recolhimento do Ferro, tal como quando estava na rua Escura.

 

A construção da igreja e do recolhimento naquele lugar airoso, debruçado sobre o rio, iniciou-se em 1752 e não foi isenta de contratempos, prolongando-se por várias décadas. Nos meados dos século XIX, Henrique Duarte e Sousa Reis escrevia que o recolhimento se destinava "à clausura de senhoras e meninas que seus superiores, por conveniências públicas ou particulares, entendessem dever retirar do século e que nele [recolhimento] também se fazem depósitos judiciais de desposadas, quando é preciso..."

Sabemos, por exemplo, que duas filhas do pintor João Glama viveram no recolhimento. Nos finais do século XX, com a necessidade de adaptação aos novos tempos, o antigo Recolhimento do Ferro passou a funcionar como Centro Social da Sé, uma instituição de solidariedade social que presta apoio à comunidade local. Na década de 1880, a construção do tabuleiro superior da ponte Luís I obrigou a algumas demolições para construção de pilares de sustentação da ponte. Já no século XX, o alargamento da via de escoamento de trânsito do tabuleiro inferior da mesma ponte e a subsequente construção do túnel da Ribeira obrigou à demolição do trecho final das escadas do Codeçal.



Igreja do Carmo (Porto)





A Igreja do Carmo ou Igreja da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, lIgreja construída na segunda metade do século XVIII, é um dos edifícios mais notáveis do rococó portuense, tanto na arquitectura como na talha que lhe molda o interior. A sua fachada lateral foi coberta em 1912 com um painel de azulejos, onde estão pintados desenhos da autoria de Silvestre Silvestri. São composições figurativas alusivas ao culto de Nossa Senhora. Edifício classificado como monumento nacional.

ocaliza-se no cruzamento entre a Praça de Carlos Alberto e a Rua do Carmo, nas proximidades da Igreja e Torre dos Clérigos, na freguesia portuguesa da Vitória, cidade do Porto.

De estilo barroco/rococó, foi construí­da na segunda metade do século XVIII, entre 1756 e 1768, pela Ordem Terceira do Carmo, sendo o projecto do arquitecto José Figueiredo Seixas. A construção do hospital começou mais tarde, ficando concluí­do em 1801.

Esta igreja está geminada com a Igreja dos Carmelitas, do lado oeste, constituindo um volume único, embora se diferenciem as duas igrejas.

Foi classificada como Monumento Nacional a 3 de Maio de 2013, em conjunto com a Igreja dos Carmelitas adjacente.



Museu Municipal de Paos de Ferreira





Com a inauguração do novo edifício dos paços dos concelho, aquele que serviu e orgulhou os pacenses no último século assume funções como Museu Municipal.

O Concelho de Paços de Ferreira conta agora com um espaço repositório da memória das artes e ofícios e da cultura pacense, com particular destaque para a indústria do mobiliário.

Tendo como principal objectivo assumir-se como centro interpretativo do concelho desde as origens do seu povoamento até à idade contemporânea. Inaugurado a 6 de Novembro de 2001 e instalado no nobre edifício, que até 20 de Maio de 1997 foi câmara Municipal, propõe-se prosseguir e aprofundar o cumprimento dos programas sócio-culturais da Autarquia, como instituição destinada a preservar, investigar, expor e divulgar os seus valores patrimoniais, em comunicação permanente com a comunidade.

As suas colecções pretendem identificar a herança de uma sociedade rural, que foi progressivamente modelando um território aparentemente circunscrito com os seus montes, os seus campos, os seus rebanhos e o seu artesanato, mas sempre interligado por múltiplas relações de curta, média e longa distância, com que se teceram mais de seis milénios de história colectiva. Sublinhando os seus momentos exponenciais, como se tratasse da leitura sumária de um corte estratigráfico ou da observação do nascimento e desabrochar duma árvore frondosa, onde se vai destacar o desenvolvimento de um ramo, industrial, como insígnia do progresso concelhio.As ferramentas expostas constituem a sequência da transformação da matéria prima, a madeira, até alguns dos seus possíveis destinos, como a construção e, em particular, o mobiliário.

Dentro do mobiliário, destaca-se o mobiliário escolar que permite simultaneamente olhar a constituição de um espaço específico para o ensino e a aprendizagem das crianças e para a forma como essa educação era concebida pelos pedagogos e assimilada pela sociedade.



Muralhas do Porto Toda historia





Teve que ser impressionante contemplar os dois recintos de muralhas que coexistiram durante vários séculos em torno da cidade do Porto. Um lugar privilegiado nas margens escarpadas do Douro e muito perto da sua foz que foi povoada desde a mais tenra idade do bronze.

Este impressionante panorama foi desenhado por numerosos viajantes deixando-nos testemunhos inigualáveis da estrutura e conformação dessa cidade entre os séculos XVII e XIX.

A primeira parede comprovada foi erguida na época romana, quando a cidade era chamada de Portus Cale, e já contava com importantes edifícios e um importante eixo rodoviário que comunicava com Lisboa e Braga. O muro circundava o ponto mais alto da cidade, o chamado Pena Ventosa (Morro da Sé). Durante muito tempo este muro foi chamado de Muralha de Sueve , mas a sua origem romana do século III já está confirmada.

  Muralha primitivo Construído no século XII, o Muro Primitivo recebeu várias denominações, a Cerca Velha , o Muralha Românico ou, como já foi dito, a Muralha Sueva .

A região de "Portucale" foi conquistada dos muçulmanos no ano de 868 porVímara Peres . Certamente a cidade usava nessa alta idade medieval as defesas romanas primitivas anteriormente usadas por suevos e muçulmanos. Esta cerca sofreu danos significativos durante as incursões de Almazor no final do século 10. Os reparos foram feitos já no século 11, durante o reinado de Fernando I de León.

Já seria nas primeiras décadas do século XII, quando ele administrou o município D. Teresa, a mãe do futuro Afonso I, quando a muralha romana seria reconstruída, configurando o que chamamos de Muro Primitivo ou Românico.

Grande parte dessa muralha sobreviveu até o final do século XVIII e XIX. Tinha um piso oval irregular adaptado ao terreno com um perímetro de cerca de 750 metros e uma área de cerca de 4 hectares, rodeando o Morro da Sé (verdadeiro centro nervoso da cidade medieval).

 

A cerca tinha quatro portas:

Puerta de Vandoma : de frente para a atual rua Chã, era a mais nobre e larga, e a única que permitia a entrada de carros; Foi demolido em 1855. Porta de San Sebastián : ao lado da antiga câmera da câmera; Foi demolido em 1819. Puerta de SantAna , que na Idade Média, também conhecida como o Portal, está localizada na Carrer de SantAna; Foi demolido em 1821. Mentiras porta , que a partir do século XIV, foi chamado como porta de Nossa Senhora das Verdades deitado nas escadas das verdades; a data de seu desaparecimento é desconhecida. Existem alguns pequenos restos desta cerca na confluência da Calçada de Vandoma com a Avenida de Vímara Peres.

Muralha Fernandina Entre os séculos XII e XIV, o Porto experimentou um desenvolvimento extraordinário, reflectindo a importância crescente das actividades comerciais e marítimas. A cidade se espalhou em todas as direções, mas particularmente em direção ao oeste e ao norte, conectando os pontos altos da vitória e da batalha.

A Cerca Primitiva já não protegia grande parte da cidade que sentia a necessidade de um espaço murado mais amplo. Os primeiros a apresentar essa reivindicação eram casas e negócios burgueses fora dos muros e, portanto, menos protegidos.

Foi em 1336, sob o rei Afonso IV de Portugal, que um novo anel de muralhas começou a ser construído. À medida que as obras foram concluídas em torno de 1374, e sob o reinado de Fernando I, esta nova vedação tem sido comumente denominando Fernandinas Paredes.

Seu layout ainda é facilmente reconhecível na malha urbana da cidade e há partes consideráveis dele. A secção principal conservado está localizado na parte oriental, facilmente visível a partir da ponte D. Luis, e compreende uma secção de parede com ameias com passagem e protegido por duas torres quadrados.

 

No século XX, as muralhas medievais do Porto foram alvo de uma grande campanha de restauração, ao sabor do revivalismo restaurativo que caracterizou a política do Estado Novo. As principais obras foram desenvolvidas entre 1959 e 1962, atuando principalmente na escarpa dos Guindais.

Também nos restos Ribeira destes muros, os chamados "Parede Dois Bacalhoeiros".

 

O muro gótico tinha um layout geométrico, com um perímetro de cerca de 2.600 metros, abrangendo uma área de 44,5 hectares. Eles tinham uma aparência imponente, de grande tamanho e robustez, com uma altura média de 9 metros.Eles foram coroados por ameias e reforçados por cubos e torres quadradas projetando-se dele.

Este muro de Fernandina tinha 17 portas. Começando pela Porta Nova que conduziu a Miragaia, ao longo do rio Douro, as portas e persianas eram as seguintes (no sentido anti-horário):

Porta Nova ou Noble, nas margens do rio Douro. Esta porta foi aberta em 1522 por ordem de D. Manuel I, veio para substituir e estender o Postigo de la Playa.Foi demolida em 1872 quando a rua Nova de la Aduana foi aberta. Foi por aqui que a entrada solene dos bispos foi feita quando eles ocuparam a posição. Postigo dos Banhos Postigo do Pereira ou Lingueta Postigo da Alfândega ou do Terreirinho, demolido em 1838. Postigo do Carvão - o único que sobreviveu até hoje, assim chamado porque foi onde entrou o combustível que foi deixado em depósito na Fonte Taurina. Porta da Ribeira , voltada a nascente, demolida em 1774 por ordem de Juan de Almada e Melo, quando se decidiu construir a Praça da Ribeira. Postigo do Pelourinho Postigo da Força Postigo da Madeira Postigo da Lada ou da Areia Porta do Sol - primitivamente Postigo del Roble del Monte ou San Antonio Penedo em honra do santo da capela que estava perto, foi reconstruída mais imponente pelo prefeito João de Almada e Melo, em 1774. Porta da Cima da Vila Porta dos Carros - inicialmente apenas uma janela ao lado da Igreja da Congregação, esta porta foi aberta em 1551 por João I de Portugal, a pedido da Câmara para o serviço dos jardins próximos e a entrada dos carros com a pedra para a reconstrução das casas da Rua Chã que haviam queimado. Foi demolido em 1827. A Porta de Santo Elói - inicialmente Postigo del Vimial, foi demolida por acordo entre os pais de Lóios e o Senado da Câmara para a ampliação do Largo dos Lóios. Porta do Olival Porta das Virtudes - inicialmente apenas um posto, abriu-se onde hoje se encontra a Igreja de São José das Taipas. Postigo de S. João Novo ou da Esperança, na rua da Esperança, junto à capela de Nossa Senhora da Esperança. No século XVIII, as duas paredes ainda estavam quase intactas. Mas, perdeu seu papel militar começou a ser progressivamente demolido a partir da segunda metade desse século para criar novas ruas, praças e edifícios. A maior parte foi demolida no final do século XIX.

As seções restantes das paredes de Fernandina são classificadas como um monumento nacional desde 1926.

 

Torre de Pedro-Sem Porto





Nas traseiras do Palácio dos Terenas encontramos a Torre de Pedro Sem, também chamada Torre do Palácio dos Terenas. Em certos textos é ainda intitulada erroneamente Torre da Marca, mas esta última trata-se de uma torre militar mandada construir por D. João III em 1542 para orientar os navios que entravam na barra do Douro. Esta torre, erguida na primeira metade do século XIV, situava-se na Quinta da Boa Vista, nos arredores do burgo medieval.

Documentada desde o séc. XV, a Torre de Pedro Sem é uma arquitectura civil gótica. A história diz que essa torre pertencia a Pedro do Sem, doutor de leis, jurisconsulto e chanceler-mor de D. Afonso VI no século XIV, mas a lenda remete para uma data posterior – século XVI – a existência de um personagem chamado Pedro Sem.

A torre, que no século XV serviu de hospital para pestíferos. No século XV a passou para uma parente colateral de Pedro do Sem, uma tal Isabel Brandoa e, desta, para os Brandões, condes e marqueses de Terena que depois se ligaram aos Monfalins.



Praia do Rio Alto Pvoa de Varzim





A Praia do Rio Alto é uma praia marí­tima da Póvoa de Varzim situada logo após a praia da Aguçadoura e antes da praia do campo de Golf, na freguesia da Estela. Na praia do Rio Alto desagua o Rio Alto que nasce no sopé do monte de São Félix, daí­ o nome do lugar.

O nome da praia provém do lugar do Rio Alto, que corresponde ao lugar do litoral da freguesia. Entre os naturistas, a praia é mais conhecida como Praia da Estela, devido à freguesia onde está situada.

 



Rua dos Clrigos que todos tem de visitar no Porto





Via que estabelecia a ligação entre a porta de Santo Elói e a porta do Olival, pelo lado externo às Muralhas Fernandinas do Porto, foi durante muitos séculos chamada "calçada da Natividade". O seu nome original foi buscá-lo à antiquíssima capela de Nossa Senhora da Natividade que, até 1836, existiu na praça Nova (atual praça da Liberdade).

Em 1731 foram doados uns terrenos baldios à Irmandade dos Clérigos Pobres — constituída pela fusão das confrarias de São Pedro ad Vincula, de São Filipe Néri e de Nossa Senhora da Misericórdia — para aí edificar a sua igreja, a igreja dos Clérigos, a grande obra de Nicolau Nasoni, cuja torre é o ex libris da cidade do Porto.

O logradouro em torno do novo templo passou então a designar-se por "largo dos Clérigos". Por 1860, quando foi nomeado governador civil do Porto o visconde de Gouveia, impôs-lhe o nome atual de "rua dos Clérigos".

O desenvolvimento do bairro das Carmelitas, a construção do mercado do Anjo, da Academia Politécnica e do hospital de Santo António, valorizaram a rua dos Clérigos como principal via de acesso a partir da Baixa, localizada em torno da atual praça da Liberdade. A partir de meados do século XIX, os Clérigos assumiram-se como uma das mais importantes ruas comerciais da cidade do Porto

 



 

Rua dos Cléricos A magia da cultura portuguesa e arquitetura não é nada mais evidente do que a bela cidade do Porto ao entardecer.

 

TORRE, MUSEU, IGREJA O conjunto arquitetónico Clérigos, classificado Monumento Nacional desde 1910, é pela sua Igreja e pela sua Torre, um dos principais pontos de interesse, e local de visita obrigatória para todos os que visitam a cidade do Porto.

A Igreja e a Torre integram uma edificação do século XVIII, de inspiração barroca, que marcou a configuração urbana da cidade, localizada numa rua desnivelada, mas genialmente aproveitada por Nicolau Nasoni, que conseguiu criar um edifício de referência. A Igreja e a Torre estão unidas pela Casa da Irmandade, que desde 2014, após a sua musealização, está aberta ao público.

 

TORRE No ano de 1753, a pedido da Irmandade dos Clérigos, o arquiteto italiano Nicolau Nasoni apresentou o projeto para uma torre sineira, e em 1754 arrancariam as obras daquela que viria a ser a mais bela e altaneira Torre, dominando toda a paisagem urbana do Porto. Em julho de 1763, com a colocação da cruz de ferro no topo, e a imagem de São Paulo no nicho sobre a porta, deu-se por finalizada a sua construção.

As características barrocas que a definem são a expressão máxima da espetacularidade do barroco, onde os motivos típicos deste estilo, dão à torre movimento e beleza.

A mais de 75m de altura, depois de subir 225 degraus e chegar ao topo da torre, a vista sobre a cidade deslumbra. Numa perspetiva a 360°, o visitante frui de um momento único, quer de dia ou de noite, quando em épocas especiais, a torre abre as suas portas até às 23h00.

A Torre dos Clérigos, é incontestavelmente o ex-líbris da cidade, e um excelente miradouro sobre esta.

 

MUSEU O percurso pela Casa da Irmandade (1754-1758), onde se localiza o Museu propicia um regresso ao passado, a experiência de percorrer espaços, que em tempos, foram privados e destinados ao quotidiano da Irmandade dos Clérigos.

Percorrendo a Casa do Despacho, a Sala do Cofre, o Cartório, e a antiga enfermaria, percebe-se que o Museu possui um acervo constituído por bens culturais de valor artístico considerável, do século XIII até ao século XX, que se espraia nas coleções de escultura, pintura, mobiliário e ourivesaria. Esses bens são mensageiros de um património histórico e cultual, cuja função perdida na passagem do tempo, deu lugar à sua musealização. 

A enfermaria da Irmandade dos Clérigos que funcionou até finais do século XIX dedicada ao tratamento dos clérigos doentes, foi convertida num espaço expositivo, e acolhe atualmente a coleção Christus. Esta exposição, concebida a partir da doação de uma coleção por parte de um colecionador particular, desvela a paixão pelo colecionismo, e conta uma história complementada com objetos, outrora de devoção, considerados hoje legados culturais de interesse. São peças de escultura de vulto, pintura e ourivesaria que enaltecem o encontro da arte com a fé. 

A exposição, distribuída por três salas – Núcleo da Paixão, Viagem das Formas e Imagens de Cristo – convida a uma viagem pelo tempo e pelo espaço, pela imagem e pela devoção.

O Museu da Irmandade dos Clérigos, integra a Rede Portuguesa de Museus, desde 28 de agosto de 2018.

 

A doação de um terreno, localizado no Campo do Olival, à época o maior terreiro portuense, permitiu à Irmandade dos Clérigos construir igreja própria.

O projeto da Igreja dos Clérigos, de autoria de Nicolau Nasoni, foi aprovado na reunião da Irmandade dos Clérigos, em dezembro de 1731. As obras arrancaram em abril de 1732, com a abertura dos alicerces, iniciando-se assim a construção daquela que viria a ser a primeira igreja em Portugal com planta em forma de elipse. E não só. A galeria que circunda toda a nave, possibilitando observar a igreja no seu todo, é também uma característica singular deste templo. As várias janelas existentes permitem a entrada de luz, que realça o esplendor da talha dourada, presente na igreja, criando um belo jogo de cores com o mármore.

A cúpula ostenta o brasão de armas da Irmandade dos Clérigos, em granito fingido, e assenta sobre seis pilastras, destacando-se dois púlpitos e duas grades, os exemplares mais antigos de talha dourada na igreja, e se abrem quatro altares laterais: o do Santíssimo Sacramento, Nossa Senhora das Dores, Santo André Avelino e São Bento. 

Dezassete anos depois, em 1749, a edificação da igreja era dada como concluída, mas o seu apetrechamento, e mais tarde, a ampliação da capela prolongariam por mais uns anos as obras na igreja.

Ao fundo, a espaçosa capela-mor de forma retangular oblonga (mais comprida que larga), é embelezada com um altar de mármore e um retábulo de inspiração rococó, com risco de Manuel dos Santos Porto, no qual predomina um trono coroado pela imagem da padroeira, Nossa Senhora da Assunção. Nos flancos do retábulo, destacam-se os co-padroeiros da Irmandade dos Clérigos, São Pedro ad Vincula e S. Filipe Néri, duas esculturas de madeira pintadas.

A capela-mor é ladeada pelo cadeiral e pelos dois órgãos de tubos ibéricos ou "à portuguesa", cuja construção iniciou em simultâneo, decorria o ano de 1774. O cadeiral terminaria em 1777 e os órgãos apenas dois anos depois.

 



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