Dentro de um vulcão! Não se deve perder a possibilidade de visitar o Algar do Carvão numa visita à Terceira.

Sem dúvida que na visita à Terceira, se torna obrigatório visitar o algar do carvão.
Uma formação natural provocada pela erupção dum vulcão, muitos metros abaixo de terra. Para mim, foi sem dúvida a melhor visita da ilha Terceira. Uma experiência magnífica que duvido que se veja em muitos sítios.


Paisagem Natural maravilhosa!! É impressionante o facto de não haver intervenção humana. A guia foi fantástica explicou tudo pormenorizadamente, com uma competência e simpatia inexcedíveis.

Monumento natural de uma beleza encantadora o Algar do Carvão é um dos mais belos lugares naturais da ilha Terceira, lugar muito bonito e relaxante, estar dentro de um vulcão é de uma beleza e experiência única nos Açores.

Localização

O cone vulcânico, que alberga no seu interior o Algar do Carvão, situa-se sensivelmente no meio da ilha Terceira, a norte da cidade de Angra do Heroísmo, distando desta cerca de 12 Km por estrada. O acesso é fácil, recorrendo à rede viária pública que apresenta sinalização suficiente para o efeito. Possui uma posição geográfica de coordenadas  38°4341.54"N    27°1259.01"W   e uma altitude de sensivelmente 640 m.

As Primeiras Descidas

O primeiro relato de uma descida ao Algar do Carvão de que se tem conhecimento data de 26 de janeiro de 1893, com a utilização de uma corda, levada a cabo por Cândido Corvelo e José Luís Sequeira. Uma segunda descida foi efetuada por Didier Couto, em 1934, que elaborou o primeiro perfil do Algar. Em 1962 outro grupo ……??? 

Apenas a 18 de agosto de 1963, se deu início a descidas organizadas ao interior do Algar, por um grupo de entusiastas, que mais tarde se haviam de organizar numa associação denominada de “Os Montanheiros”, com recurso a um sistema mais elaborado. Com recurso a sistemas de iluminação portáteis mais eficientes foi possível a progressão no Algar de forma a explorá-lo até ao mais remoto e ínfimo buraco. Com a recolha de elementos caídos no chão foi possível trazer à luz do dia e aos olhos de todos uma mostra de alguns dos materiais que componham a gruta. 

Após as primeiras descidas, e com o valor patrimonial que haviam reconhecido nesta cavidade, decidiram que algo de tão belo e raro deveria ser partilhado com muitos outros. O sistema de descida, pela boca do Algar, não tornava essa tarefa viável, uma vez que levavam praticamente um dia para fazer descer e subir 6 a 8 pessoas, mesmo assim muitas foram as expedições realizadas com esse propósito, que nos fins de semana faziam deslocar dezenas de populares a cada vez. 

Uma solução mais funcional, para levar os interessados ao interior do Algar, estava no entanto à vista.

O Túnel e as Escadas

Com os Montanheiros já constituídos, foram feitos levantamentos topográficos para a abertura de um túnel, de forma a permitir um fácil acesso a quem quisesse visitar e estudar este algar.

Com início em 28 de maio de 1965 e até 28 de novembro de 1966, aos fins de semana e feriados, conseguiram os Montanheiros rasgar um túnel de 44 metros até ao interior do algar, que veio mais tarde a ser alargado e consolidado a betão.

Foram feitas escadarias no interior, inicialmente em madeira para permitir o acesso à parte inferior do algar. Diversos atos de vandalismo destruíram totalmente essas escadas interiores. Posteriormente, em 1977, foi construída a atual escadaria em betão, com uma extensão total de 300 metros, repavimentada e alargada em 2003.

A Doação do Algar

O valor e mérito que a associação Os Montanheiros mostrou, em todo este longo período de expedições ao Algar, nomeadamente com a abertura do túnel e a construção da estrada, não passaram despercebido ao proprietário dos terrenos, com quem os Montanheiros mantinham uma relação de amizade, e que haviam autorizado verbalmente todas essas ações. Não é pois de estranhar que a 30 de novembro de 1973 uma porção desse terreno, que albergava o algar, fosse doada por José Ataíde da Câmara e sua esposa aos Montanheiros. Foi doada ainda a faixa de terreno, onde Os Montanheiros haviam rasgado o acesso, derivando do Caminho do Cabrito, que facilitava a chegada ao Pico do Carvão e que atualmente se tornou em caminho de domínio público.

O Algar e o Turísmo

É sem dúvida a cavidade vulcânica mais conhecida nos Açores tendo-se tornado na primeira com condições de receção a visitantes, nomeadamente com uma entrada artificial desenvolvida para esse fim (túnel), eletrificação permanente, horário e calendário anual de aberturas ao público.

Após o término do caminho e do túnel, procedeu-se à respetiva inauguração, a 1 de dezembro de 1968, data da primeira abertura ao público. Era então o algar procurado e visitado pela população destas ilhas e alguns turistas que por cá passavam, guiados por elementos de "Os Montanheiros", e iluminados por focos de mão, de testa e candeeiros a gás.

Em 1987 conseguiu-se terminar a montagem de um primeiro sistema de iluminação fixa no interior, alimentado por um gerador. Com o decorrer do tempo, foi construída uma casa-apoio para receção dos visitantes e outra para albergar os grupos geradores e arrumos.

Atualmente este Algar está aberto durante o verão a todos aqueles que o queiram visitar, registando anualmente uma procura da ordem dos vários milhares de visitantes.

Visitas ao Algar do Carvão

É possível visitar o Algar do Carvão durante todo o ano, quer na época baixa, com aberturas semanais e quer na época alta, com aberturas diárias.

Imperdível para quem vai à Terceira. Visita ao interior da cratera de um vulcão. Fantástica descida.

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