Cidade Alentejana Reguengos de Monsaraz, sede de um concelho marcadamente agrícola, enquadrado na magnífica planície alentejana e no azul da Albufeira do Alqueva, Reguengos de Monsaraz é célebre sobretudo pela qualidade do vinho produzido nesta região.
A história de Reguengos de Monsaraz confunde-se com a de Monsaraz, uma das aldeias mais importantes do concelho, e das mais bonitas do Alentejo e do País. Esta é uma região de antiga ocupação humana, e nos seus limites encontram-se inúmeros vestígios Paleolíticos que confirmam e existência de culturas de outro tempo. Posteriormente pela região habitaram romanos, visigodos e muçulmanos, tendo sido conquistada aos mouros, em 1167, pelo Rei D. Afonso Henriques.



A natureza circundante é o maior chamariz de Reguengos de Monsaraz, com a paz de espírito característica do Alentejo, existindo, não obstante, diversos pontos de interesse nesta bonita região, como a Igreja de Santo António (século XIX, em estilo neogótico), ou a Herdade do Esporão, e todo o património megalítico encontrado por todo o concelho. 
Região de tradições bem mantidas e acarinhadas, é igualmente conhecida pela qualidade do seu artesanato reconhecido a nível nacional, como é o caso da olaria de São Pedro do Corval, o primeiro centro oleiro do País, e o afamado fabrico das mantas de Reguengos, que remonta às próprias origens da vila. 



As vinhas circundantes produzem vinhos célebres de grande qualidade, embora a tradição da vinha e de vinho tenha apenas surgido a partir do século XIX (até então as actividade económica centrava-se mais na tecelagem), acompanham na perfeição a gastronomia Alentejana servida nas mesas de Monsaraz, onde se encontram entre tantos outros pratos a Açorda de Peixe do Rio, o Ensopado de Borrego ou o Bolo Rançoso.





Monsaraz, situada no coração do Alentejo é uma das vilas mais antigas de Portugal e um destino obrigatório na lista de lugares a visitar. Essa agradável vila medieval de casas caiadas, mantém a magia de outros tempos como poucos lugares no mundo. Por sua localização privilegiada no topo de uma colina e com vista sobre o Guadiana e a fronteira com a Espanha, sempre foi muito cobiçada pelos povos tendo sido perdida e recuperada mais de uma vez por Portugal. Dentre as muitas experiências a serem vividas, uma das mais encantadoras é desfrutar da vista da barragem do Alqueva, o maior lago artificial da Europa. 

não há palavras para descrever esta pequena vila histórica alentejana que possam exprimir com justiça aquilo que se sente e que se contempla quando se visita este pequeno recanto. Falamos de Monsaraz, aquela que é, provavelmente, a vila mais charmosa de Portugal. E não exageramos: a simplicidade das suas casas caiadas de branco em harmonia com as suas ruas de xisto fazem de Monsaraz um local único em Portugal. Haveria outras vilas que aqui poderiam ser mencionadas. Marvão, por exemplo, que fica a norte de Monsaraz é outro exemplo de charme e encanto. Ou Ponte de Lima, a vila mais antiga de Portugal, que se destaca sobretudo pelo seu carisma e dinamismo. E há ainda o caso especial de Sintra, uma vila única em Portugal, repleta de palácios e palacetes. Mas o charme e o encanto de Monsaraz são únicos e fazem desta vila alentejana um local completamente diferente de outros em Portugal.




Monsaraz, a airosa vila medieval de Monsaraz, mantêm a sua magia de outrora como poucos lugares no mundo. Feita de cal e xisto, este lugar sussurra-nos, por entre o eco dos nossos passos nas suas ruas, magníficas histórias de reis audazes, cavaleiros templários, gentes bravas e damas de beleza singela.



 
 
Suspensa no tempo, a histórica povoação alentejana, uma das mais antigas de Portugal, é um destino obrigatório na sua lista de lugares a visitar no Alentejo. Especialmente depois de, em 2017, ter vencido na categoria “Aldeias Monumento” do concurso 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias.

 



O que ver e visitar em Monsaraz?

As muralhas que circundam a vila guardam uma povoação acolhedora, onde a luz acaricia os pitorescos e tradicionais lares das hospitaleiras gentes desta terra. Descobrir Monsaraz é viajar no tempo e desfrutar da História no presente. E há tanto para ver e sentir nesta encantadora máquina do tempo, bem no coração do Alentejo! Como as suas ruas são ancestrais, Monsaraz oferece um espaçoso parque de estacionamento perto das muralhas, para que os seus visitantes possam visitá-la como deve ser: a pé e despreocupadamente.

Aprecie o imponente e peculiar cerco muralhado que abraça esta vila-museu do Alentejo, erguido durante as Guerras de Restauração. Esta muralha previa, no seu plano, a construção do Forte de São Bento, originalmente em forma estrelada, os Baluartes de São João e do Castelo e a Ermida de São Bento. Estava igualmente planeada a construção de três torres em Monsaraz: a primeira, no marmelão de São Gens; a segunda, na herdade das Pipas; a última, na herdade de Ceuta.

A cerca muralhada de Monsaraz tem quatro grandes portas por onde pode entrar na vila. A principal, a Porta da Vila, está protegida por dois torreões semicilíndricos e tem, a encimar o seu arco gótico, uma lápide consagrada à Imaculada Conceição, em 1646, por El-Rei D. João IV. A Porta d’Évora, no lado norte da muralha e também de arco gótico, protege-se por um cubelo. As restantes, d’Alcoba e do Buraco, são portas de arco pleno. Virando costas às entradas, a vista sobre os campos do Alentejo é… soberba.

Percorra a muralha até ao castelo de Monsaraz. Construído por D. Dinis, no século XIV, está classificado como Monumento Nacional. Por volta de 1830 e após desactivação de funções militares, a antiga praça de armas do castelo passou a servir como uma espécie de praça de touros. Aqui e durante as festas em honra de Nosso Senhor Jesus dos Passos, decorre uma tourada tradicional anualmente, uma tradição secular indispensável para as gentes de Monsaraz.






O castelo de Monsaraz é um ponto turístico único e excepcional em Portugal, pois é um dos mais esplêndidos mirantes sobre o maravilhoso espelho-de-água da Barragem de Alqueva, o maior lago artificial da Europa e uma das maiores obras portuguesas do nosso século. Caminhe devagar até ao Largo D. Nuno Álvares Pereira e entre na deslumbrante Igreja Matriz de Nossa Senhora da Lagoa. Erguida sobre as ruínas de uma igreja gótica, destruída devido à peste negra que assolou a região, este monumento religioso, do século XVI e em xisto regional, é de autoria de Pêro Gomes.

A matriz de estilo renascentista apresenta um belíssimo frontão, decorado por um painel de azulejos e uma Cruz da Ordem de Cristo, em honra de Nossa Senhora da Conceição. No seu interior, estude com atenção e deixe-se encantar pelo túmulo de Gomes Martins Silvestre, cavaleiro templário, primeiro alcaide e povoador de Monsaraz. Construído em mármore de Estremoz, tem esculpido, na sua face frontal, um cortejo fúnebre onde desfilam dezassete figuras.

Também sobre as ruínas do seu antecessor desfeito no terramoto de 1755, está o Pelourinho oitocentista. Em mármore branco de Estremoz, este símbolo da jurisdição e autonomia de Monsaraz está situado mesmo em frente à Igreja Matriz. Já que está no Largo D. Nuno Álvares, aproveite e desfrute da riqueza arquitectónica e histórica dos edifícios aí localizados. A Casa Monsaraz, também conhecida como Novos Paços da Audiência, de finais do século XVII, ostenta o brasão de armas da vila; o Hospital do Espírito Santo e Casa da Misericórdia, que englobam a Igreja da Misericórdia. Esta última construção religiosa do século XVI, de arquitectura sóbria e simples, alberga uma imagem do Senhor Jesus dos Passos, padroeiro da vila.

Na Travessa da Cadeia encontra os Antigos Paços da Audiência. Estes funcionaram, durante séculos, como sede administrativa e tribunal de Monsaraz. Quando a gestão do concelho passou para Reguengos, este edifício tornou-se na escola primária e, mais tarde, no posto de turismo. Entre e veja o fresco medieval O Bom e o Mau Juiz. Nele, estão representados o Juiz da Terra (o Bom Juiz), que segura uma vara vermelha, e o Juiz de Fora (o Mau Juiz), que segura uma branca.

Enquanto o Mau Juiz recebe pagamentos tanto de ricos como de pobres (dinheiro e perdizes, respectivamente), o Bom Juiz apenas recebe a bênção dos anjos que o guardam. A sátira à corrupção da justiça da época é a interpretação mais habitual para este fresco. Contudo, poderá apenas ser um documento ilustrativo da luta dos concelhos para terem os seus próprios juízes, eleito de entre os seus, em vez de juízes de fora, nomeados pela Coroa.



Sinta o sol pôr-se e sob a sua luz rosada, reflectida nas fachadas brancas das casas de Monsaraz, passeie à toa pelas ruas e travessas da vila e contemple a Capela de São José, onde os presos recebiam os ofícios divinos; a Casa da Inquisição, cuja designação não deixa dúvidas; a Casa do Juiz de Fora, doada à Universidade de Évora; a recentemente restaurada Igreja de Santiago. Vá até à antiga Cisterna, que dizem ter sido uma mesquita originalmente. E não perca a oportunidade de conhecer a Capela de São João Baptista, também conhecida por Cuba, devido à sua curiosa forma cúbica de influência mourisca. Descubra as Ermidas de São Bento, São Lázaro, Santa Catarina e São Sebastião, todas tão diferentes, todas tão especiais e únicas.

Sinta o sol pôr-se e sob a sua luz rosada, reflectida nas fachadas brancas das casas de Monsaraz, passeie à toa pelas ruas e travessas da vila e contemple a Capela de São José, onde os presos recebiam os ofícios divinos; a Casa da Inquisição, cuja designação não deixa dúvidas; a Casa do Juiz de Fora, doada à Universidade de Évora; a recentemente restaurada Igreja de Santiago. Vá até à antiga Cisterna, que dizem ter sido uma mesquita originalmente. E não perca a oportunidade de conhecer a Capela de São João Baptista, também conhecida por Cuba, devido à sua curiosa forma cúbica de influência mourisca. Descubra as Ermidas de São Bento, São Lázaro, Santa Catarina e São Sebastião, todas tão diferentes, todas tão especiais e únicas.