Flor da Rosa é uma aldeia Alentejana que se desenvolveu em volta de um importante Mosteiro, bem próxima da vila do Crato. 

Segundo a tradição, o topónimo “Flor da Rosa” virá de um cavaleiro doente cuja noiva, de nome Rosa, terá ofertado exactamente uma frondosa rosa. Contudo, ao contrário do que se previa, foi Rosa quem primeiro faleceu, trazendo o maior dos desgostos ao cavaleiro. Encontrado muitas vezes a chorar desgostoso na campa da sua amada, o cavaleiro, no seu leito de morte, pede para que a flor que Rosa lhe oferecera o acompanhasse à sepultura e que fosse dado àquele lugar o nome de FLOR DA ROSA em homenagem à sua amada.

O saber popular afirma ter sido em Flor da Rosa que nasceu o Santo Condestável, D. Nuno Álvares Pereira, conquanto as únicas certezas que se relacionam com esta importante figura histórica é o facto de seu pai, D. Álvaro Gonçalves Pereira, aqui ter residido enquanto Prior do Crato. 

Flor da Rosa é também muito afamada pelo seu artesanato, nomeadamente de olaria e peças em granito, produzindo objectos de qualidade que guardam técnicas ancestrais, existindo mesmo uma escola de olaria. 

Mandado construir em 1356 por D. Álvaro Gonçalves Pereira, primeiro Prior do Crato e pai do Santo Condestável, D. Nuno Álvares Pereirafoi, segundo historiadores o local de nascimento deste.

Em 1232 o Rei D. Sancho II doou a povoação do Crato à Ordem dos Hospitalários. Foi em 1340 que a sede da Ordem do Hospital foi alterada de Leça do Bailio ou de Belver, para o Crato, tendo logo o Prior do Crato, D. Álvaro Gonçalves Pereira, decidido fundar uma capela na localidade. Com o crescimento da Ordem é então erguido este Mosteiro, casa-mãe da Ordem em Portugal, fundado em 1356. A partir do século XVI, a Ordem do Hospital passou a denominar-se Ordem de Malta, nome que ainda hoje conserva.

Atualmente,o Mosteiro abriga o túmulo do fundador, uma pousada da Enatur e o Núcleo de Escultura Medieval do Museu Nacional de Arte Antiga.

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