Percorrer o vale do Urtigosa significa conhecer alguns dos recantos mais belos das freguesias de Rossas e Urrô. O rio Urtigosa e a ribeira da Escaiba (um dos seus maiores afluentes) correm próximos de várias aldeias curiosas, como Provisende, Lourosa de Matos e Souto Redondo, onde as capelas, muito típicas, ganham uma graça especial. Ao longo da ribeira, encontrará alguns moinhos ainda a funcionar, e no início e final (recomendados) pode ficar a saber um pouco mais sobre a comenda da Ordem de Malta, de que Rossas é fiel depositária.
Altitudes: Rossas (247m)> Póvoa (500m)> Souto Redondo (465m)> Lourosa de Matos (400m)
Época aconselhada: Todo o ano, especialmente no Verão, com 80% do percurso feito à sombra.
Geossítios: Não tem
Outros pontos de interesse: Igreja Matriz de Rossas, Vales do Rio Urtigosa e Ribeira da Escaiba, núcleo de moinhos.
Cruzando parte da freguesia de Moldes, surpreenda-se com os campos verdejantes, em socalcos, e com a limpidez da água que corre nas várias fontes. As cascatas do ribeiro das Rocas também não deixam quem passa indiferente, bem como as aldeias de Bustelo, Adaúfe, Espinheiro e Fuste. O ponto de partida e chegada do PR3 – Caminhos do Sol Nascente é a Igreja Matriz de Moldes.
Altitudes: Moldes (450m)> Bustelo (625m)> Espinheiro (730m)> Estradão (770m)> Fuste (570m)> Póvoa (400m)
Época aconselhada: Todo o ano, especialmente no Verão, com 70% do percurso feito à sombra.
Geossítios: Não tem
Outros pontos de interesse: Igreja Matriz de Moldes, Aldeias de Bustelo, Adaúfe, Espinheiro e Fuste.
Ainda no sopé da Serra da Freita, há motivos suficientes para se deslumbrar. A paisagem é coberta por um manto verde, e há locais, como os viveiros da Granja e as bolas quatzodioríticas, que são de paragem obrigatória. As casas, que pontuam montanha pelas aldeias de Ameixieira, Chão-de-Espinho, Espinho, Povos, Forcada e St.ª Mª do Monte, como que guardam os tesouros da Freita, que merecem também uma visita, à descoberta.
Altitudes: Stª Mª do Monte (460m)> Ameixieira (630m)> Viveiros da Granja (840m)> Forcada (520m)
Época aconselhada: Todo o ano
Geossítios: G14 – Bolas Quartzodioríticas dos Viveiros da Granja
Outros pontos de interesse: Aldeias da Ameixieira, Chão-de-Espinho, Espinho, Povos, Forcada e St.ª Mª do Monte; Viveiros da Granja.
O PR5 -“Livraria do Paiva” é um percurso pedestre de pequena rota existente em Janarde, concelho de Arouca.
O objetivo deste percurso é a visita aos geossítios do Arouca Geopark localizados nas redondezas, nomeadamente os Conheiros e Meandros do Paiva, a Livraria do Paiva e os Icnofósseis da Mourinha.
Inicia-se a marcha no pequeno parque de estacionamento onde existe um painel informativo com os detalhes do percurso. Seguindo as placas indicativas e as marcações do PR (amarelas e vermelhas), atinge-se a colina que se avista por detrás da Igreja. Chegados ao ponto mais elevado onde existe um pequeno cruzeiro, podem admirar-se os “Meandro do Paiva” e os amontoados de calhau rolado que constituem os “Conheiros”.
Regressa-se à aldeia e de seguida ruma-se à Mourinha por um caminho ancestral, escavado na rocha, quase sempre lajeado.
Atravessa-se o ribeiro da Mourinha seguindo sempre pelo estreito caminho, de onde se atinge deslumbrante panorâmica sobe o vale encaixado por onde aquele corre, constituindo um autêntico corredor eco-fluvial ao longo de cujas margens se desenvolve uma vegetação ripícola constituída por salgueiros, amieiros, sanguinho-da-água e loureiros, entre outras e à sombra dos quais se desenvolve, luxuriante, o feto-real. Nas copas abriga-se vasta avifauna, da qual se destaca o rouxinol, o pisco, os chapins e os melros. Nas margens, vemos as alvéolas e, no leito, sempre furtivo, o melro-d’água. Por cima de nós, voando em círculos, a águia-de-asa-redonda.
Cem metros antes da primeira casa, agora em ruínas, avista-se do lado de lá um impressionante escarpado constituído por placas verticalizadas que lembram as lombadas de livros numa estante. É a livraria do Paiva, importante monumento geológico! Mesmo ali, aos pés do visitante, numa parede que mais não é que um fundo marinho verticalizado, veem-se uma imensidão de marcas fossilizadas do que foram os rastos de animais marinhos de há 450 milhões de anos! Acede-se ao local por um pequeno e estreito carreiro. Dada a morfologia do terreno, de forte inclinação, é exigida elevada precaução, muito especialmente com as crianças. Local ideal para descansar e saborear a merenda, o regresso faz-se pelo mesmo caminho. Quando chegar a Janarde, tem percorrido cerca de 3.000 metros.
Cuidados especiais:
Como o nome indica, este é o percurso feito pelo carteiro, para levar a correspondência às aldeias de Cabreiros, Tebilhão e Rio de Frades. Durante a II Guerra Mundial, estes caminhos foram largamente cruzados, na senda do volfrâmio, de que as aldeias mineiras são, ainda, testemunhos vivos. O largo da aldeia de Rio de Frades ou a Carreira de Moinhos de Tebilhão são os dois possíveis locais de início deste percurso, que é linear. Enquanto se delicia com a paisagem, vá escutando o correr das águas dos vários rios e ribeiras que cruzam o caminho.
Altitudes: Rio de Frades (350m) > Cabreiros (730m) > Ponte do Ribeiro Pequenino (660m) > Tebilhão (815m)
Época aconselhada: Todo o ano
Geossítios: G16 - Galeria do Vale da Cerdeira (Rio de Frades)
Outros pontos de interesse: Minas de Rio de Frades, Aldeias de Cabreiros, Tebilhão e Rio de Frades
As escarpas da Mizarela têm muito para nos ensinar sobre a fauna e a flora desta «Serra Encantada», que é a Freita. Com início no parque de campismo do Merujal, permite uma passagem pela Estação da Biodiversidade e por algumas das mais privilegiadas vistas sobre a Frecha da Mizarela.
Altitudes: Parque de Campismo do Merujal (890m) > Mizarela (915m) > Miradouro (800m) > Ribeira (650m) > Escola de Escalada (960m)
Época aconselhada: Todo o ano devendo ter atenção que no Inverno, a Serra da Freita fica sujeita a baixas temperaturas com queda de neve e formação de gelo, por vezes de imprevisto.
Geossítios: G5 - Contato litológico da Mizarela, G6 - Miradouro da Fecha da Mizarela, G9- Filão de Quartzo de Cabaços
Outros pontos de interesse: Aldeias da Ribeira e da Castanheira, Frecha da Mizarela
A capela de Santa Catarina de Fuste ou o lugar de Rio de Frades são as duas possibilidades de entrar na «Rota do Ouro Negro». Ao longo da rota que tem como centro as minas de volfrâmio de Rio de Frades, amplamente exploradas pelos alemães, durante a II Guerra Mundial, acompanham-nos as águas das ribeiras da Pena Amarela e da Covela, sítios de excelência para a prática de canyoning. Para além da aldeia de Rio de Frades, o Pedrógão merece uma paragem para retemperar forças.
Altitudes: Fuste (590m) > Pedrogão (500m) > Minas Pena Amarela (450m) > Cumeada das Minas de Sobreira (550m) > Rio de Frades (350m)
Época aconselhada: Todo o ano
Geossítios: G15 - Minas da Pena Amarela
Outros pontos de interesse: Aldeia de Rio de Frades, Vias de Canyoning da Ribeira da Pena Amarela.
As aldeias de Serabigões, Espiunca e Vila Cova e o rio Paiva povoam esta rota com aromas muito próprios. A capela de Serabigões, a igreja de Espiunca e o núcleo de moinhos, próximos do Paiva, são apenas alguns dos motivos de interesse deste PR10, ao longo do qual é possível avistar as margens verdejantes e o seu encaixe na paisagem.
Altitude: Cota mais Alta (389m)> Regoufe (600m)> Cota mais Baixa (100m)
Época aconselhada: todo o ano
Geossítios: G32 – Aspetos Geotectónicos de Espiunca
Outros pontos de interesse: aldeias de Serabigões, Espiunca e Vila Cova; Rio Paiva.
Caminhar «na senda do Paivô» sem se deixar encantar pela envolvente da ribeira de Regoufe e pelo rio Paivô. Ao longo dos cursos de água, contam-se histórias do minério, especialmente as vividas nas proximidades da exploração inglesa, em Regoufe. Mas Covelo de Paivô também merece um retrato e, em dias propícios, o rio merece um mergulho.
Altitude: Minas de Regoufe (670m)> Regoufe (600m)> Covelo de Paivô (350m)
Época aconselhada: Todo o ano
Geossítios: G22 – Complexo mineiro da Poça da Cadela (Regoufe)
Outros pontos de interesse: Aldeias de Regoufe e Covelo de Paivô, Praia fluvial de Covelo de Paivô.
Drave é a verdadeira «aldeia mágica», e a única forma de chegar até lá é, precisamente, através deste percurso. Aparentemente perdida na montanha, sem habitantes, atravessada pela ribeira de Palhais, tudo aqui se aproxima do estado puro e intocável. O percurso começa em Regoufe, cujas histórias vai querer desvendar.
Altitude: Minas de Regoufe (670m)> Regoufe (600m)> Mato de Belide (720m)> Drave (600m)
Época aconselhada: Todo o ano
Geossítios: G22 – Complexo mineiro da Poça da Cadela (Regoufe)
Outros pontos de interesse: Aldeias de Regoufe e Drave, “Solar dos Martins” e Ribeira de Palhais
Estas viagens são feitas essencialmente no planalto da Freita. Com partida e chegada na aldeia do Merujal, poderá conhecer alguns dos mais significativos geossítios da Serra, com destaque para a Casa das Pedras Parideiras, a Frecha da Mizarela e as Pedras Boroas do Junqueiro. Merujal, Cabaços e Castanheira são algumas das aldeias mais características desta parte do Arouca Geopark, e poderá, ainda, encontrar alguns testemunhos de monumentos funerários pré-históricos, dignos de visita.
Altitude: Merujal (870m)> Cabaços (950m)> Castanheira (920m)> Monte Calvo (1008m)> P. da Anta (990m)> Alb.ª da Serra (920m)
Época aconselhada: Todo o ano devendo ter em atenção que no inverno, a Serra da Freita fica sujeita a baixas temperaturas com queda de neve e formação de gelo, por vezes imprevisto.
Geossítios: G5 – Contacto litológico da Mizarela, G6 – Miradouro da Frecha da Mizarela, G7 – Pedras Parideiras, G11 – Pedras Broas do Junqueiro.
Outros pontos de interesse: Aldeias do Merujal, Cabaças, Castanheira, Alb.ª da Serra; Portela da Anta, Mamoas do Monte Calvo, Casa das Pedras Parideiras.
Este percurso pedestre inicia-se no espaço fronteiro ao Parque de Campismo e decorre, inicialmente, pela “Rota dos Geossítios” neste caso o “G3- S. Pedro Velho”. Tem um troço inicial comum com o PR7 e, depois, com o PR15 e a GR28, aqui numa extensão de cerca de 300m.
Sobe ao geossítio de S. Pedro Velho, imponente miradouro, de onde se avista toda a costa oceânica da Ria de Aveiro ao Porto, a serra do Gerês, a serra do Larouco (Montalegre!), a Srª da Graça, o Marão, o Montemuro, a Estrela, o Caramulo. Dali avista-se meio Portugal!
Depois desce para Albergaria e, ao longo da levada do regadio, para a ribeira a Foz, que atravessa, indo encontrar o PR15 no Junqueiro, passando pelo geossítio da “Pedra Brôa”. Passados uns mil metros em comum com o PR15 sobe na direção da cumeada e do parque eólico.
Atinge-se o ponto mais alto da serra da Freita no Detrelo da Malhada, com 1100m acima do nível médio do mar.
Percorre a cumeada sempre com o grandioso vale de Arouca ao fundo. Lá para noroeste, o Porto, “aqui tão perto”. Continuando para oeste, passa pela subestação do parque eólico, pelas antenas, pelo radar.
Chegado ao parque de merendas do Vale da Raiz, volta à cumeada que se percorre até desembocar na estrada municipal, com a aldeia do Merujal e o santuário da Srª da Lage, lá ao fundo.
Na referida estrada, segue por esta, à esquerda, até ao Parque de Campismo, onde termina.
Esta é a Grande Rota do Arouca Geopark. Percorrê-la, pode levar cerca de 4 dias, cruzando o vale de Arouca, as serras da Freita e Arada e os vales dos rios Paivô e Paiva. Ao longo de cerca de 90 quilómetros, que ligam um grande número de geossítios, as extraordinárias paisagens, as aldeias de montanha, os cursos de água, tudo surgirá de forma surpreendente. Mas mais do que descrever, é imperioso percorrer a GR.
Desníveis: Moderadamente acentuados
Época aconselhada: Todo o ano
Outros pontos de interesse: Aldeias do Merujal, Parque de Merendas do Vale da Raíz.
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