Descobrir esta aldeia do Xisto Talasmal representa mergulhar no mundo mágico da Serra da Lousã e embrenhar-se numa vegetação luxuriante por onde espreitam veados, corços, javalis e muitas outras espécies.




Está é, desde há muito, a Aldeia do Xisto da Serra da Lousã que tem dado mais visibilidade e carisma ao conjunto. Pela sua dimensão e disposição, mas também pelos muitos pormenores das recuperações das suas casas. E também pela forma como a aldeia nos seduz pela boca.

 

A fonte e o tanque emitem a melodia que acompanha a nossa visita. As casas decoram-se com os ramos das videiras.

A ruela principal acompanha o declive da encosta, num percurso íngreme. Dela derivam quelhas e becos, que criam um ambiente de descoberta que todos gostam de explorar à espera da surpresa de um novo recanto.

 

 
 
 
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Descobrir esta aldeia representa mergulhar no mundo mágico da Serra da Lousã e embrenhar-se numa vegetação luxuriante por onde espreitam veados, corços, javalis e muitas outras espécies. Aqui reina a Natureza, sensível, que pede respeito.

 

 
 
 
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Mas que permite inúmeras possibilidades de lazer e de desportos ativos. Aqui sente-se o pulsar da terra e a sua comunhão com os homens quando se avistam ao longe as aldeias. Parecem ter nascido do solo xistoso, naturalmente, como as árvores.

 

 
 
 
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A malha urbana é complexa, distribuindo-se o casario por uma encosta mais orientada a sul (a maioria) e por outra mais orientada a norte. A ruela principal acompanha o declive da encosta, num percurso íngreme.

 

Dela derivam quelhas e becos que criam um ambiente de descoberta que todos gostam de explorar à espera da surpresa de um novo recanto. O material de construção predominante é o xisto, de tons escuros, e a quase totalidade das fachadas dos edifícios não possui qualquer reboco.

 

 

Em termos gerais, a história desta aldeia é comum às histórias das restantes quatro Aldeia do Xisto do concelho da Lousã.  A fixação da população nas aldeias da Serra da Lousã terá ocorrido a partir da segunda metade do séc. XVII ou pelo início do séc. XVIII. Até então a ocupação seria apenas sazonal, na primavera e verão, nomeadamente com actividades pastoris. De facto no “Cadastro da população do reino (1527)“ nenhuma destas aldeias é referida no termo da Lousã.

 

 
 
 
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Os documentos mais antigos que indiciam a sua ocupação são uma multa infligida pela Câmara da Lousã em 1679 e o registo de propriedades foreiras ordenado por D. Pedro II, de 1687. No início do séc. XIX apenas o Candal e a Cerdeira escaparam ao saque do exército napoleónico. Em 1885 a população das sete aldeias (as cinco Aldeias do Xisto, mais Catarredor e Vaqueirinho) corresponderia a 8,7% do total da freguesia da Lousã (5340 habitantes).

 

 
 
 
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Atingiu o auge de população residente em 1911, com 129 habitantes. Possuiu escola e dois lagares de azeite.  A escola foi o orgulho da "população que se quotizou para a construir. Depois, quando ficou pronta, faltaram os professores, e, quando eles vieram, faltaram os alunos, até que, em 1975, foi encerrada quando apenas duas crianças a frequentavam". Em 1981 já só existiam dois habitantes permanentes. Atualmente, todos os primitivos habitantes já partiram. Muitos para outros continentes. As casas mudaram de proprietário e foram transformadas em segunda habitação, em unidades de alojamento ou estabelecimentos comerciais.

 




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