Castelo de Tavira Algarve





O Castelo de Tavira localiza-se na freguesia de Santiago, cidade de Tavira, distrito de Faro, em Portugal.

Em posição dominante sobre a foz do rio Gilão a povoação desenvolveu-se como importante porto marí­timo desde a Antiguidade.

Apesar da sua origem fenícia, as muralhas de Tavira foram reconstruídas ao longo dos séculos XI e XII, durante o período árabe.

Com a conquista cristã da cidade, em 1242, a muralha viria a beneficiar de vários melhoramentos durante os reinados de D. Afonso III e D. Dinis.

Após a construção de uma muralha fenícia entre os séculos VIII e VII a. C. passaram-se cerca de catorze séculos sem que nenhum importante aglomerado urbano se tivesse formado nas margens do Gilão. Os muçulmanos retomam a povoação de Tavira, em finais do século X ou inícios do XI, promovendo a construção do castelo no topo da colina de Santa Maria. Uma das suas funções seria proteger o vau do Gilão que permitia o trânsito entre as duas margens, supostamente, antes da construção da ponte.

Restam ainda alguns troços de muralha e o núcleo principal do Castelo.

No interior aprecia-se um agradável jardim e uma bonita vista da cidade.



Castelo de Loul





O Castelo de Loulé localiza-se na freguesia de São Clemente, povoação e concelho de Loulé, distrito de Faro, em Portugal.

O que nos resta do castelo e das suas muralhas atesta a importância que teve no contexto islâmico, quer pelas dimensões da cerca muralhada, quer pela relevância artí­stica e arqueológica dos materiais identificados.

O castelo de origem árabe, reconstruído no séc. XIII, possuía um grande perímetro amuralhado, parte do qual ainda é visível.

Voltada para a Rua da Barbacã destaca-se uma torre albarrã, de alvenaria, datada da Baixa Idade Média. Outra das torres visíveis é a denominada Torre de Vela, também esta uma torre albarrã, de taipa, localizada na antiga Rua da Corredoura, actual Rua Engenheiro Duarte Pacheco, e perto desta destaca-se a Porta de Faro, que ainda conserva traços da primitiva construção almóada. No arrabalde sul, ou Mouraria, à saída da Porta de Faro, após a reconquista, foi destinada uma área aos mouros forros que receberam foral de D. Afonso III, em 1269. Era nestas ruas que estariam localizadas as instalações artesanais, a comprovar pelos topónimos outrora ou ainda hoje existentes.



Runas romanas de Milreu





As Ruí­nas romanas de Milreu ou Ruí­nas de Estói, são um importante vestí­gio da época romana situados em Estói, no concelho de Faro, perto da estrada que segue para S. Brás de Alportel. Localizada a poente da aldeia histórica de Estoi, a 8km de Faro, a Villa Romana de Milreurevela uma ocupação continuada desde o século I e até ao século XI. O conhecimento da sua história revela-nos que terá sido habitada por famílias de elevado estatuto social e político, às quais eram proporcionadas as necessidades não só de um quotidiano rural, como também de grande vivência lúdica.

Foram postos a descoberto em 1877 pelo arqueólogo Estácio da Veiga.

Milreu é o testemunho de uma importante villa áulica romana, habitada desde o século I da Era Cristã, com vestí­gios de ocupação contí­nua até ao século X.

Em finais do século III, a casa foi reorganizada em torno de um grande peristilo central com colunas, rodeando um pátio aberto com jardim e tanque de água.

No século IV, a entrada da villa foi monumentalizada e o peristilo e as termas foram embelezadas com mosaicos representando fauna marinha, enquanto a sul da via se ergueu um imponente edifí­cio de culto a uma divindade aquática, que no século seguinte viria a ser transformado num templo paleocristão.

Sobre parte das ruí­nas merece ainda destaque uma singular habitação quinhentista com contrafortes cilí­ndricos nos cantos exteriores.

Foram classificadas como Monumento Nacional em 1910.



S de Silves Algarve





A Sé de Silves é uma antiga catedral situada na cidade e freguesia do mesmo nome (mais precisamente no Largo da Sé), no distrito de Faro, Portugal. Erguida maioritariamente no século XV, a antiga Sé de Silves apresenta hoje um cunho principalmente gótico, mas também elementos de outras épocas, visto ter vindo a sofrer alterações ao longo dos séculos. É a mais importante construção gótica no Algarve e um dos principais monumentos do sul do paí­s. Foi classificado como monumento nacional a 29 de Junho de 1922.

É considerado um dos templos mais notáveis da arquitectura gótica do Algarve. Provavelmente foi mandado erigir nos finais do século XIII, após a conquista definitiva da cidade, em 1248 ou 49, por D. Paio Peres Correia. A Sé de Silves apresenta-nos um estilo Gótico, deturpado pelas sucessivas reconstruções e restauro a que foi votado. Construída num arenito vermelho (Grés de Silves), a catedral em planta de cruz latina é formada pela abside e transepto. Com uma altura de, aproximadamente, 18m, a nave central é mais elevada que as duas laterais.

No átrio interior podemos observar vários sarcófagos, incluindo o túmulo de D. João II que aqui foi sepultado em 1495, tendo os seus restos mortais sido transladados para o Mosteiro da Batalha quatro anos depois.



Castelo de Castro Marim





As populações que habitavam o espaço português conheceram, desde tempos muito remotos, a necessidade de se munirem de estruturas defensivas.

Está a vila de Castro Marim edificada sobre um monte do Castelo, umas das mais significativas invocações que a Idade Média introduziu na paisagem portuguesa, na margem direita do rio Guadiana.A primeira fortaleza de Castro Marim deveria ter consistido num castro familiar ou de povoamento do período neolítico, levantado na coroa desse monte.

Devido à configuração topográfica e localização estratégica de Castro Marim, foi esta vila povoada por vários povos, entre eles, Fenícios, Cartagineses, Vândalos e Mouros, estes derrotados, aquando da conquista da vila por D. Paio Peres Correia em 1242.

O Castelo de Castro Marim localiza-se na vila e Freguesia e Concelho de mesmo nome, no Distrito de Faro, em Portugal.

Fortificação raiana, em posição dominante sobre o chamado monte do Castelo, defendia aquele ponto de travessia sobre a margem direita da foz do rio Guadiana, fronteiro ao Castelo de Ayamonte na margem oposta, hoje na Espanha. Ex-libris da vila, é considerado pelos estudiosos como um dos mais significativos monumentos da Idade Média portuguesa na paisagem da região. Encontra-se integrado na Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António, sendo bastante apreciada a vista panorâmica sobre o rio, a zona do Sapal, a serra algarvia, a Espanha, as salinas e as praias daquele litoral.



Convento de Nossa Senhora da Assuno e Museu Municipal de Faro Algarve





O Convento de Nossa Senhora da Assunção é um notável edifí­cio quinhentista situado na Praça D. Afonso III,

A construção do Convento de Nossa Senhora da Assunção teve início em 1519, por iniciativa de duas religiosas naturais de Beja, que contaram com o patrocínio da Rainha D. Leonor, então donatária da Vila de Faro.

A primeira campanha de obras foi tardo - gótica, mas cerca de 1530 a nova donatária da Vila, Rainha D. Catarina, mulher de D. João III, patrocinou uma segunda campanha de obras que introduziu o estilo renascentista no claustro e no portal exterior da igreja.

Concluído em 1548, o claustro é um dos primeiros exemplares de uma tipologia de claustros proto-renascentistas em Portugal. Entre os pormenores decorativos podemos observar gárgulas com formas grotescas e seres fantásticos característicos do primeiro Renascimento.

Igualmente característico da arquitetura deste período é o portal principal, que à semelhança do claustro se deve ao mestre Afonso Pires e apresenta uma moldura retangular enquadrada por pilastras de fino recorte.





Forte de So Sebastio de Castro Marim





O Forte de São Sebastião de Castro Marim localiza-se na vila, Freguesia e Concelho de mesmo nome, no Distrito de Faro, em Portugal.

O forte está implantado a Sul do monte do Castelo, no serro do Cabeço, onde primitivamente existia uma ermida sob a invocação de São Sebastião, demolida quando das obras da fortificação. A sua importância decorre de se constituir no exemplo melhor conservado do que foi o amplo processo de renovação do sistema defensivo da vila nos meados do século XVII.

O forte de São Sebastião de Castro Marim - assim denominado por ocupar o local o­nde anteriormente terá existido uma ermida dedicada a São Sebastião - é o melhor exemplo conservado do que foi o amplo processo de renovação do sistema defensivo da vila nos meados do século XVII.

A sua construção deve-se ao rei D. João IV, no âmbito das Guerras da Restauração com Espanha, e terá sido iniciado logo em 1641, o que prova a importância deste ponto do território. O projeto então posto em prática transformou o velho castelo medieval na praça militar mais importante de todo o Algarve, facto reforçado pela localização estratégica face à linha de fronteira.



Monumentos Megalticos de Alcalar Portimo





Monumentos Megalí­ticos de Alcalar são um grupo de túmulos que compõem uma necrópole do perí­odo Calcolí­tico, localizado na freguesia da Mexilhoeira Grande, concelho de Portimão, em Portugal.

Esta necrópole compõe-se por um conjunto de sepulturas espalhadas por uma área de dez hectares. A mais impressionante dessas sepulturas é a grande mamoa conhecida como monumento número sete, que se situa no centro da atual área museológica, formada por um tolo central cuja cripta é acessí­vel por um estreito corredor voltado para nascente.

Os vestí­gios arqueológicos de Alcalar dão conta da existência de uma população organizada cujo modo de subsistência básico era a agricultura, com uma apreciável capacidade de exploração dos recursos da terra. Localiza-se numa área de terras aráveis, razoavelmente planas, e onde terminava o troço outrora navegável da Ribeira da Torre.

No museu de Lagos podem ser observados machados de pedra e outros utensí­lios lí­ticos desta região (não apenas de Alcalar). Ao longo da faixa costeira do Barlavento algarvio têm sido identificados vários vestí­gios megalí­ticos, com destaque para os de Vila do Bispo.

Foi em Alcalar que há cerca de 5.000 anos viveu uma importante comunidade pré-histórica. Os monumentos megalíticos de Alcalar foram descobertos nos finais do século XIX e estão hoje classificados como Monumento Nacional. As marcas deixadas por estes povos, são muitas: um povoado, situado num cabeço estratégico para defesa da população e com vista para os túmulos megalíticos; artefactos que revelam como viviam e trabalhavam; e a necrópole megalítica. Para saber mais sobre estes monumentos, visite o Centro de Interpretação de Alcalar, no Museu de Portimão.



Fortaleza de Sagres Algarve





A Fortaleza de Sagres, também referida como Castelo de Sagres ou Forte de Sagres, localiza-se em posição dominante coroando a Ponta de Sagres, no sudoeste do Algarve, em Portugal.

Da sua falésia escarpada, constantemente batida pelo vento, o visitante usufrui uma deslumbrante panorâmica ao longo da costa, com destaque para as enseadas de Sagres, o cabo de São Vicente (extremo sudoeste do continente europeu) e a imensidão do Oceano Atlântico.

A configuração da primitiva muralha henriquina era em «dente-de-serra» e a estrutura defensiva abaluartada atual só foi construída após a ruína causada pelo terramoto de 1755, de acordo com um projecto de finais do século XVIII, cuja autoria é atribuída a José de Sande Vasconcelos. Esta obra correspondeu a uma reformulação de todo o sistema fortificado e quase eliminou os vestígios quatrocentistas e de épocas subsequentes. 

Na Fortaleza de Sagres pode também visitar-se a antiga Igreja paroquial de Nossa Senhora da Graça. Na frontaria, abre-se um portal de estilo renascentista, que se crê ser de construção posterior (séc. XVI). No seu interior, de uma só nave, destaca-se o Altar-Mor, com um retábulo de madeira e três pedras tumulares. Em nichos, colaterais à Capela-Mor, podem ser observadas as imagens de São Vicente e de São Francisco, ambas possivelmente dos séculos XVII ou XVIII. Aqui se encontra inserido, desde 1997 o retábulo barroco da Capela de Santa Catarina do Forte de Belixe.



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