Torre Sineira (Leiria)





A Torre sineira de Leiria (1772) é uma torre sineira em estilo barroco e localiza-se no Largo D. Manuel de Arriaga, na cidade portuguesa de Leiria; tem a particularidade de estar separada da Sé dessa cidade.

Esta torre de estilo barroco, curiosamente afastada da Sé, foi construída sobre uma das antigas torres medievais das Portas do Sol, que marcavam a entrada sul na antiga vila medieval amuralhada, e davam acesso ao Castelo. No século XVIII, ao tempo de D. Frei Miguel de Bulhões e Sousa, adquiriu o atual coruchéu que ostenta o brasão daquele bispo.

Ao lado da Torre foi construída a casa do sineiro, tão célebre no romance de Eça de Queiroz “O Crime do Padre Amaro”, por ser o local dos encontros amorosos entre Amélia e Amaro. No seu relógio o Poeta Acácio de Paiva viu muitas vezes as horas.



Forte de So Joo Baptista das Berlengas





O Forte de São João Baptista das Berlengas, ou simplesmente Fortaleza das Berlengas, localiza-se na ilha de Berlenga Grande, no arquipélago das Berlengas, integrando o conjunto defensivo de Peniche, no distrito de Leiria, em Portugal.

As Ilhas das Berlengas conta com a presença humana desde o ano 1000 a.C. e foi um local bastante importante na rota marítima atlântica, que fazia ligação entre o Sul e o Norte do Continente Europeu.

Por estas águas navegaram civilizações fenícias, romanas e mais tarde, os portugueses aquando navegavam pelo mundo fora em busca de novos territórios.

Durante o século XV, foi um lugar de bastante interesse para a realeza portuguesa para a prática da caça do coelho, e por esta razão, D. Afonso V declamou este pequeno arquipélago como uma área protegida, proibindo quaisquer acções prejudiciais na vida selvagem ali presente.

A ilha da Berlenga Grande, ao largo da costa de Peniche, foi ocupada no início do século XVI por uma comunidade de frades jerónimos que aí edificou o Mosteiro da Misericórdia da Berlenga para auxílio aos náufragos. No entanto os ataques de corso afastaram os frades do arquipélago, e em meados do século XVII D. João IV ordenava a edificação de uma fortaleza na ilha, com o objectivo de reforçar a defesa da cidadela de Peniche. 

Foi então edificado o Forte de São João Baptista, sobre um ilhéu junto à enseada da ilha e a ela ligado por uma ponte de alvenaria. O projecto da fortaleza é atribuído ao engenheiro Mateus do Couto. Em 1666 o Forte da Berlenga foi preponderante para travar o ataque de uma esquadra espanhola, que tinha por objectivo raptar a rainha D. Maria Francisca de Sabóia na sua chegada a Portugal, à época do seu casamento com D. Afonso VI. Depois deste ataque o rei mandou reparar a fortaleza, aumentando o poder de fogo da mesma, como atesta a inscrição na porta de armas. 



Castelo de Leiria





O Castelo de Leiria localiza-se na cidade, freguesia, concelho e distrito de Leiria, em Portugal.

Edificado em posição dominante a norte sobre a primitiva povoação e o rio Lis, este belo e imponente castelo medieval, onde se contrastam as belezas do património edificado e as da paisagem natural, Castelo medieval, artística e arquitetonicamente representativo das diversas fases de construção e reconstrução desde a sua fundação até ao século XX.

Estruturas que compõem o conjunto arquitetónico: Palácio Real quatrocentista, Torre de Menagem, Igreja de Stª Maria da Pena, espaço da antiga Colegiada, celeiros medievais e muralhas exteriores.

Mandado construir em 1135 por D. Afonso Henriques, nessa altura ainda como Príncipe, e entregue a sua chefia a D. Paio Guterres (primeiro alcaide-mor), o Castelo viria a ser reconquistado pelos muçulmanos, cinco anos depois, voltando para a mão dos cristãos, novamente, em 1142.

Mas as lutas pela sua posse estavam longe de terminar tendo sofrido diversos ataques, como os de 1144 e 1195. Este último deverá ter sido intenso, de tal modo que vem referido no foral que D. Sancho I atribuiu a Leiria nessa mesma data, tendo aquele monarca conquistado uma vez mais o Castelo.



Vale do Lapedo uma depresso de grande valor arqueolgico





O Vale do Lapedo situa-se na Freguesia de Santa Eufémia, a cerca de 13 quilómetros de Leiria. É um local de grande interesse natural e cultural, localizado numa região predominantemente rural.

As características naturais facilitaram a preservação da paisagem, pouco humanizada, até aos nossos dias. No interior do estreito vale, com cerca 1,5 quilómetros de extensão, existem apenas três casas associadas a antigas estruturas moageiras - moinhos de cereais e lagares.A paisagem evidencia-se pelas magníficas características naturais, destacando-se o vale em forma de “canhão” que rasga o maciço calcário, um dos maiores e mais interessantes de Portugal, erodido ao longo de centenas de milhares de anos pela ribeira do Sirol.

O Vale do Lapedo é uma depressão de grande valor arqueológico que se situa na Freguesia de Santa Eufémia



Igreja da Exaltao de Santa Cruz Batalha





A Igreja da Exaltação de Santa Cruz é a igreja matriz da paróquia da Batalha, na diocese de Leiria-Fátima.

Foi construí­da durante o reinado de D. Manuel I, em 1514 e concluí­da em 1532. A sua arquitectura teve influência do estilo manuelino, visí­vel no seu portal, com traços barrocos e revivalistas. Devido a um abalo sí­smico, ocorrido em 1858, o telado e parte da torre sineira ruí­ram.

A sua construção foi necessária pois a pequena igreja de Santa Maria-a-Velha já não comportava o número de fiéis da vila. 

Mandada edificar por Dom Manuel I, a pedido dos habitantes da vila. Foi construída entre 1512 e 1532, projeto de Mateus Fernandes.O templo tem traça manuelina, barroca e revivalista.

Destaque para a torre barroca e para o belo portal manuelino da autoria de Boitaca, ornamentado com temas renascentistas e os emblemas de Dom Manuel. É considerado um dos melhores pórticos manuelinos de todo o país. 

O interior é revestido por azulejos vindos de um extinto Convento de Alcácer do Sal.

No século XX, recebeu do Mosteiro da Batalha um altar de mármore (da Capela dos descendentes de Dom Lopo Dias de Sousa) e a pia batismal.



Igreja de So Joo Batista (Figueir dos Vinhos)





A Igreja de São João Batista, também referida como Igreja Matriz de Figueiró dos Vinhos, localiza-se na freguesia, vila e concelho de Figueiró dos Vinhos, distrito de Leiria, em Portugal.

Originária do século XIII sob a evocação de Santa Maria, surge no século XIV com a designação de S. João Batista. Foi reconstruída nos séculos XVI e XVII, possuindo características arquitetónicas semelhantes a outras igrejas da região. No seu interior destaca-se o altar-mor, de talha dourada estilo D. João V, a tela “O Batismo de Cristo”, do pintor José Malhoa, e os painéis de azulejos, de Teotónio dos Santos, datados de 1716, representando cenas da vida de S. João Batista. 

Situada no Centro urbano da Vila, a Igreja Matriz de Figueiró dos Vinhos é desde 1922 considerada Monumento Nacional. Este templo terá sido construí­do no fim do século XV, sob igreja anterior, por iniciativa dos frades de Santa Cruz de Coimbra. Pode observar-se no seu conjunto a acumulação de estilos arquitectónicos - Manuelino, Maneirismo, Barroco e Romantismo. A planta do edifí­cio é longitudinal, compondo-se pelos rectângulos das três naves, Capela-mor e corpos laterais. O portal é maneirista, apresentando uma imagem do Orago, S. João Batista, de autoria de Simões de Almeida (Tio), ladeado por janelas de moldura e gradeamento neo-gótico. No interior, as três naves são separadas por oito colunas de granito encimadas por Capitéis Jónicos, e a Capela-mor é coberta por abóbada de berço; o coro-alto assenta num arco rebaixado. Na viragem para o século XX, foram desenvolvidas obras de reconstrução dirigidas pelo arquitecto L. E. Reynaud, tendo sido reconstruí­da a fachada, a que concedeu um arranjo revivalista que hoje se pode admirar.

O Templo resguarda um valioso património artí­stico e acervo de arte sacra. Na Capela-mor pode apreciar-se o retábulo em talha dourada estilo D. João V, estando as paredes revestidas de azulejos representando cenas da vida de S. João Batista datados de 1716. No Altar-mor destaca-se pela sua imponência o quadro O Baptismo de Cristo, de autoria do pintor José Malhoa, datado de 1904. Podem ainda observar-se uma imagem gótica que representa a Santí­ssima Trindade, a imagem do Senhor Jesus da Agonia esculpida por Simões de Almeida (Tio), o Túmulo em pedra lavrada, de Ruy Vasques Senhor de Figueiró e de sua esposa D.u00aa Violante de Sousa, várias pinturas do século XVI, e o quadro de Josefa de u00d3bidos S. João da Cruz e ainda uma Pia Baptismal totalmente cinzelada por canteiros locais.

Encontra-se classificada como Monumento Nacional.



Castelo de Porto de Ms Castelo de D. Fuas Roupinho Porto de Ms





O Castelo de Porto de Mós, também referido como Castelo de D. Fuas Roupinho, localiza-se na freguesia de Porto de Mós - São João Baptista e São Pedro, na vila de Porto de Mós, no distrito de Leiria, em Portugal.

Erguido sobre um outeiro, em posição dominante sobre a povoação, o seu nome está ligado ao de D. Fuas Roupinho, imortalizado nos versos de Luí­s de Camões e na lenda de Nazaré.

Obra arquitectónica de características singulares, o castelo de Porto de Mós, erguido sob os escombros de um posto de vigia romano, acumulou ao longo dos séculos influências militares, góticas e renascentistas assentes numa estrutura pentagonal com torreões de reforço nos ângulos, apesar de, atualmente, resistirem apenas quatro. Os dois torreões que compõem a fachada principal são ornamentados por duas cúpulas piramidais, com acabamento de cerâmica de cor verde.



Mosteiro de Alcobaa





O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, também conhecido como Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça ou mais simplesmente como Mosteiro de Alcobaça, é um mosteiro situado na cidade de Alcobaça, na região do Centro (Região das Beiras), em Portugal, a primeira obra plenamente gótica erguida em solo português. Foi começado em 1178 pelos monges da Ordem de Cister.

 

Está classificado como Património da Humanidade pela UNESCO e como Monumento Nacional desde 1910, IPPAR. A 7 de julho de 2007, foi eleito como uma das Sete Maravilhas de Portugal. Em 1834 os monges foram forçados a abandonar o mosteiro, na sequência do decreto de supressão de todas as ordens religiosas de Portugal, promulgado por Joaquim António de Aguiar, ministro dos negócios eclesiásticos e da justiça do governo da regência de D. Pedro, Duque de Bragança.



Castelo de Pombal





O Castelo de Pombal localiza-se na freguesia, cidade e concelho de Pombal, distrito de Leiria, em Portugal.

Em posição dominante sobre um maciço rochoso à margem do rio Arunca, este castelo templário teve expressivo papel na defesa da região à época da afirmação da nacionalidade e, posteriormente, na consolidação do condado.

O castelo de Pombal, cuja história se encontra intrinsecamente ligada à formação do nosso território nacional e origem de Pombal, insere-se num conjunto de praças militares (Montemor, Soure, Penela, Germanelo, Miranda do Corvo e Arouce) destinadas a constituir a cintura defensiva do Mondego, com a finalidade de vigiar e defender os acessos à cidade de Coimbra que, após a sua conquista definitiva, pelo exército de Fernando Magno, rei de Leão, em 1064, acabaria por determinar no vale do Mondego a linha de fronteira e a partir de onde se estendeu a Reconquista cristã.



Igreja de So Pedro (Leiria)





A Igreja de São Pedro ou Capela de São Pedro situa-se perto do castelo de Leiria, na cidade de Leiria, distrito de mesmo nome, em Portugal.

No tempo em que Eça de Queiroz permaneceu em Leiria, esta capela de estilo românico, construída no último quartel do século XII, funcionou como teatro, e mais tarde como celeiro.

Ali o escritor escandalizou a sociedade leiriense da época, ao ser visto durante um espetáculo com “indecorosos” olhares e mãos num idílio com a nobre vizinha do lado.

Encostado à igreja, à esquerda, encontra-se o m|i|mo – museu da imagem em movimento, e à direita, o Posto de Comando da PSP de Leiria, instalado no edifício dos antigos Paços Episcopais, construídos em 1640 a mando do bispo D. Diogo de Sousa.

Aí também existiram os Paços de São Simão onde decorreram as Cortes de 1254 e onde residiram, entre outros, os reis D. Afonso III, D. Dinis e a Rainha Santa Isabel, e D. Fernando, quando se deslocavam e permaneciam com a sua corte em Leiria.



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