Segundo este estudo, os municípios com maior poder de compra são Lisboa (207,9), Oeiras (180,7), Porto (169,8), Faro (132,3), Coimbra (130,3), São João da Madeira (130,1), Sines (128,03), Cascais (125,59), Aveiro (123,5) e Matosinhos (120,9) - todos estão bastante acima do valor-referência para Portugal que é 100.

Em oposição, aqueles em que o indicador do poder de compra (IpC) é mais baixo são Ponta do Sol (58,55) e Câmara de Lobos (57,04), ambos na Madeira, Vinhais (59,84), Tabuaço (56,63), Resende (59,11), Celorico (56,64), Cinfães (56,54), Baião (59,40), Ribeira de Pena (59,66) e Penalva do Castelo (60,38).

O Indicador per Capita (IpC) do poder de compra representa o poder de compra do município dividido pelo número de habitantes. Com a média nacional em 100, o valor de cada concelho representa o seu posicionamento face à média de Portugal. Ou seja, se Lisboa tem um Indicador per Capita de 216%, significa que o poder de compra dos seus habitantes representa 216% da média nacional. Mais de duas vezes superior.

 

A nível nacional, o valor em Portugal Continental é de 100,5, contra os 86,1 dos Açores e 94,7 da Madeira.

 

As regiões de Lisboa (134,2) e do Algarve (100,4) eram as que registavam valores acima do poder de compra per capita médio nacional, enquanto as restantes regiões tinham valores inferiores: Alentejo (88,4), Norte (87,6) e Centro (84,4).

Entre os concelhos com mais poder de compra, 16 tinham um valor superior a 120 e estavam situados nas áreas metropolitanas de Lisboa (Lisboa, Oeiras, Cascais, Montijo, Alcochete, Almada e Loures) e do Porto (Porto, Matosinhos e São João da Madeira)

A estes juntam-se também algumas capitais de distrito (Faro, Coimbra, Aveiro, Funchal), e ainda Porto Santo (Madeira) e Sines.

Por outro lado, 185 concelhos (60% do total) tinham um poder de compra inferior a 75.

O INE revela ainda que existem 12 concelhos com poder de compra abaixo de metade (menos de 50) da média nacional.

Os moradores de Lisboa têm quase cinco vezes mais poder de compra comparativamente aos de Sernancelhe (Viseu), o concelho do país com menor poder de compra por habitante (47,36, menos de metade da média nacional que é 50).

Dos 12 municípios com menor poder de compra per capita manifestado, 10 pertenciam ao Interior da região Norte, distribuindo-se pelas sub-regiões Tâmega, Douro e Alto Trás-os-Montes, e dois ao Interior da região Centro (Dão-Lafões)”, indica o estudo do INE.

Na região do Tâmega, são os casos de Celorico de Basto (47,73), Cinfães (49,35), Mondim de Basto (49,63), Resende (49,93) e Ribeira de Pena (48,87), enquanto no Douro estão nesta situação, além de Sernancelhe, Armamar (49,49) e Penedono (49,83).

No Alto Trás-os-Montes, Valpaços (49,52) e Vinhais (49,00) têm valores inferiores à média nacional, e ainda Penalva do Castelo (49,69) e Vila Nova de Paiva (49,35), na região Dão-Lafões.

No extremo oposto está Porto Santo, na Região Autónoma da Madeira, onde o IpC caiu 19,68 pontos, de 139,92 para 120,24, permanecendo cada residente na ilha com um poder de compra acima da média nacional.