Rota da Freita: A SERRA ENCANTADA

Contudo, fica a faltar  aquilo que vai descobrir, ao longo da sua viagem. Este itinerário cruza uma das mais belas áreas deste território. No planalto da Serra da Freita, localizado a mais de 1000 metros de altitude, vai poder observar uma vasta paisagem que abarca parte substancial do Norte e Centro do país. Este itinerário vai conduzi-lo numa viagem com cerca de 22 quilómetros de veículo motorizado e 3,5 quilómetros a pé. Ao longo da «Serra Encantada» poderá visitar 11 geossítios, nove deles localizados no planalto da Serra da Freita.

Todo este itinerário se desenvolve em área natural classificada como Rede Natura 2000 (Serra da Freita e Arada), e seguramente irá encontrar aqui espécies animais e vegetais que irão despertar a sua atenção. Percorrer a «Serra Encantada» é também uma boa oportunidade para encontrar e visitar testemunhos da ação humana que vão desde a pré-história, passando pela Idade do Bronze, até às infraestruturas dos nossos dias. A terminar, porque mais do que as palavras, é importante que experimente, não deixe de passar pelas aldeias tradicionais que vão bordejando estas montanhas. Será certamente muito bem acolhido pelos habitantes locais.

Este são os pontos por onde passa

G1: Panorâmica do Detrelo da Malhada

G3: S. Pedro Velho

G6: Frecha da Mizarela

G5: Contacto litológico da Mizarela

G4: Marmitas de gigante no rio Caima

G7: Pedras Parideiras / Casa das Pedras Parideiras: Centro de Interpretação

G8: Campo de dobras da Castanheira

G10: Panorâmica da Costa da Castanheira/ Piso panorâmico do Radar Meteorológico de Arouca

G11: Pedras Boroas

G13 e G14: Pedras Cebola

  • Ponto de partida: G1: Panorâmica do Detrelo da Malhada
  • Ponto de chegada: G13 e G14: Pedras Cebola
  • Distância: 20,00 km
  • Altitude máxima: 340 m

ITINERÁRIO B: PELAS MINAS E MEANDROS DESCONHECIDOS DO PAIVA

A infraestrutura de apoio à observação que aqui encontra assenta sobre rochas de carácter «xistento», praticamente verticalizadas, como se fossem muralhas protetoras da serra da Freita. A abrupta vertente norte da serra da Freita e o fecundo vale do Arda (onde assenta a vila de Arouca) estendem-se à sua frente. A encosta norte desta serra preserva bem diferentes níveis de erosão, que comprovam o movimento de deslocação dos blocos, que elevaram esta montanha. O vale de Arouca (conhecido, geomorfologicamente, por alvéolo complexo de Arouca) está entalhado sobre uma rocha magmática – quartzodiorito de Arouca,  muito propensa à meteorização química, e o seu fundo tem acumulados sedimentos resultantes da erosão da área envolvente, que aqui ficaram retidos em grande parte devido à dureza e resistência à erosão da «Pedra Má» (corneana, localizada no limite das freguesias de Rossas e Várzea). A incisão do rio Arda ocorrida no final do Cenozoico, bem como a formação dos solos férteis que hoje conhecemos, foi decisiva para a implantação do Mosteiro de Arouca, bem como para o desenvolvimento deste território.

Um olhar atento sobre esta paisagem permite-nos identificar a região de contacto entre as rochas metamórficas referidas e o quartzodiorito de Arouca permitindo, à distância, fazer alguma cartografia geológica. Mas o olhar pode ser despreocupado, porque, mesmo assim, encontrará, para Norte, as elevações do Gamarão, o vale do Paiva, a serra de Montemuro, o encaixe do vale do Douro, as serranias da região de Valongo e as minhotas até ao Gerês. À medida que for rodando o olhar, verá ainda, para ocidente, a região litoral entre Espinho e o Porto, e, a oriente, destaca-se o Côto do Boi, a serra da Arada, onde surge, proeminente, o S. Macário e, ainda a serra do Marão.

  • Ponto de partida: Complexos mineiros de Rio de Frades ou Regoufe
  • Ponto de chegada: G24: Panorâmica da Senhora da Mó
  • Distância: 62,00 km
  • Altitude máxima: 680 m

Rota de PAIVA: O VALE SURPREENDENTE

Este itinerário tem como cenário-base o rio Paiva, que no seu vale contempla os visitantes com descobertas surpreendentes em permanência. Na verdade o rio Paiva possui uma grande importância na construção da paisagem do Arouca Geopark, contribuindo para a modificação desta através de processos erosivos, de transporte e de deposição de sedimentos ocorridos na sua bacia hidrográfica. Ao longo destes cursos de água surgiram diversas povoações com relevante importância histórica, económica e cultural. São muitas as histórias e as lendas construídas nas margens que, muitas vezes, passaram através das gerações e configuram um forte elemento de identidade cultural dos habitantes desta região. Este itinerário está definido na região nordeste do Arouca Geopark e estende-se ao longo de aproximadamente 27 km, dos quais cerca de 11 km terão de ser realizados a pé. Integra a visitação a 12 geossítios.

Este são os pontos por onde passa

G25: Centro de Interpretação Geológica de Canelas

G26: Evidências da glaciação tardi-ordovícica

G27: Graptólitos do Silúrico inferior

G28: Conglomerado do Carbónico

G29: Crista quartzítica da Gralheira dÁgua

G37: Icnofósseis de Cabanas Longas

G38: Sítio de Mira Paiva

G36: Garganta do Paiva

G35: Cascata das Agueiras

G30: Vau

G31: Gola do Salto

G32: Falha da Espiunca

  • Ponto de partida: Coleção de fósseis do Centro de Interpretação Geológica de Canelas
  • Ponto de chegada: G32: Falha de Espiunca
  • Distância: 18,00 km
  • Altitude máxima: 530 m