Poo Real na Cidade de Coimbra





A íntima ligação da Universidade ao patrocínio régio, sempre manifesta desde a sua fundação, emerge ainda hoje nas múltiplas dependências existentes

A íntima ligação da Universidade ao patrocínio régio, sempre manifesta desde a sua fundação, emerge ainda hoje nas múltiplas dependências existentes que testemunham as várias fases de beneficiação dos edifícios constituintes do Paço das Escolas e que revelam os programas de exaltação da figura da Sabedoria e/ou dos monarcas mais ligados à instituição.

Destacam-se, pelo seu interesse histórico e artístico, os seguintes elementos:



Museu da Cincia da Universidade de Coimbra





O MCUC detém o mais antigo núcleo museológico português de história natural e instrumentos científicos, indissociável do património edificado de matriz Jesuíta e Pombalina, ao qual se associam outras coleções que refletem a evolução da Universidade de Coimbra e a sua influência em Portugal e no mundo.

Os primeiros objetos das suas coleções datam, na sua maioria, do Século das Luzes. Muito contribuíram para a riqueza do espólio a transferência para Coimbra da coleção de física experimental do Colégio dos Nobres em Lisboa, mas também as Viagens Philosophicas de Alexandre Rodrigues Ferreira à Amazónia. Parte do acervo do Museu pode ainda hoje ser visitado nas salas originais, o Laboratório Chimico e o antigo Colégio de Jesus. No MCUC encontra-se também o espólio académico e as coleções do antigo Museu Nacional da Ciência e da Técnica (MNCT).

A partir de meados do século XVI, a Universidade de Coimbra converteu-se no maior encomendante português no campo artístico, logo a seguir à Coroa. Ao longo das gerações, o seu património artístico foi-se acumulando, dando origem a um acervo notável de testemunhos históricos e estéticos do passado, que sobressai nos contextos nacional e internacional nos mais variados domínios, com destaque para a arquitectura, escultura, pintura, azulejaria e tapeçaria.

Esta rica herança encontra-se em permanente actualização, juntando-se-lhe diariamente novos motivos e pontos de interesse. E a Universidade de Coimbra moldou esta herança e dedica-lhe especial atenção para a colocar ao serviço de todos. 

No Museu da Ciência, a Universidade de Coimbra desenvolve um projecto museológico de características ímpares no nosso país, que visa reunir o acervo científico disperso por vários museus universitários e pelas faculdades, para além dos acervos do Observatório Astronómico e do Instituto Geofísico, criando, dessa forma, um Museu da Ciência moderno e integrador, ao nível dos melhores existentes no mundo.

O Museu da Ciência da Universidade de Coimbra é um museu interactivo que pretende proporcionar aos visitantes de todas as idades um ambiente de entretenimento para, assim, descobrir a ciência. 

O Museu apresenta as colecções da Universidade de objectos científicos e de instrumentos, assim como diversas exposições interessantes e experiências hands-on. O Museu organiza inúmeras actividades. A suas exposições temporárias, as visitas guiadas, os workshops e as reuniões informais tornaram-se muito conhecidos e populares entre o público.

O Museu inclui-se no património da “Universidade de Coimbra Alta e Sofia”, classificado pela UNESCO como património mundial, em 2013.



Departamento de Qumica da Universidade de Coimbra





Departamento de Química da Universidade de Coimbra as diferentes áreas científicas desenvolvem- se em torno de um amplo pátio quadrangular, organizando-se a secção de Física no flanco poente do complexo e as de Química no nascente, com os respectivos acessos a partir dos corpos opostos.

Virada para a Rua Larga, a fachada principal é constituída por um amplo pórtico com fortes pilares através dos quais se acede ao pátio central, onde se encontra o maior auditório universitário, o da Reitoria, e uma cantina escolar. Além do espelho de água, fronteiro ao auditório, o pátio apresenta ainda dois conjuntos de escadas de emergência construídas na década de 1980 e que alteraram a fisionomia primitiva. No flanco sul ergue-se um outro pórtico com espaçosa varanda aberta sobre o Jardim Botânico.

Uma das particularidades mais marcantes de todo o conjunto é a sequência repetitiva das janelas, num tratamento semelhante a outros edifícios, e que contribuem para acentuar a simetria do edificado.



Associao Acadmica de Coimbra





O complexo académico Associação Académica de Coimbra começa a ser construído em 1954, segundo o projecto dos arquitectos Alberto José Pessoa e João Abel Manta.

Constituídas por um conjunto de vários edifícios, nos quais se congregam variados serviços – cantinas, bares, ginásio, teatros, salas de ensaio e edifício das secções culturais e desportivas –, as novas instalações académicas revelam claramente a ruptura estilística do “classicismo monumental” adoptado na Alta universitária. Contudo, a linguagem moderna do plano construtivo foi alvo de sucessivas críticas por parte do Conselho Superior de Obras Públicas, focando a ausência de elementos e traços da arquitectura de “tradição portuguesa”.

Posteriormente, o espaço amplo e interior que é delimitado pelas várias construções da Associação foi ajardinado segundo o esboço paisagístico de Gonçalo Ribeiro Teles. Predominando uma forte horizontalidade e assimetria construtivas, a organização espacial dos vários corpos edificados segue uma matriz funcional, segundo as funções inerentes a cada um.



Igreja do Carmo (Coimbra)





A Igreja do Carmo situa-se na freguesia de Santa Cruz, cidade, concelho, e distrito de Coimbra. Colégio fundado em 1542. A Igreja data de 1597 e o claustro anexo, que segue o modelo quinhentista conimbricense da Renascença de 1600.

Situado na Rua Sofia, o Colégio de Nossa Senhora do Carmo foi edificada em 1540 pelo D. Frei Baltazar Limpo, então Bispo do Porto, com a finalidade de receber o clérigo que pretendia estudar na Universidade de Coimbra.



Colgio do Esprito Santo em Coimbra





A construção do Colégio do Espírito Santo em Coimbra teve início no ano de 1541, prolongando-se as obras ainda durante a segunda metade do século XVI. Foi encerrado em 1834, com a extinção das Ordens Religiosas, e, quatro anos depois, o edifício colegial acabaria por ser vendido a particulares. Os novos proprietários do monumento iniciariam então uma campanha de obras responsável pela transformação de grande parte do conjunto arquitetónico original para receber as mais  diversas funções.Inserido dentro da tipologia de edifício colegial eclesiástico, as dependências vitais ao seu funcionamento – dormitórios, refeitórios, cozinha, bibliotecas e outros espaços de ensino –, foram organizadas em torno de dois claustros de dimensões similares. 



Conmbriga em Coimbra





Coní­mbriga é uma povoação estabelecida desde a Idade do Cobre que foi um importante centro durante o Império Romano e que continuou habitada até pelo menos o século IX. É um dos maiores sí­tios arqueológicos dos que há vestí­gios em Portugal. Está classificada como Monumento Nacional, tendo sido palco de escavações desde o século XIX.

Localiza-se a dezassete quilómetros de Coimbra, na freguesia de Condeixa-a-Velha, a dois quilómetros de Condeixa-a-Nova. A estação inclui o Museu Monográfico de Coní­mbriga, onde estão expostos muitos dos artefactos encontrados nas escavações arqueológicas.

 

 



Mosteiro de So Marcos de Coimbra





O Mosteiro de São Marcos de Coimbra (séc. XV - ), atual Palácio de São Marcos, foi um convento masculino pertencente à Ordem e Congregação de São Jerónimo. Situa-se perto de Tentúgal, na quinta de São Marcos, freguesia de São Silvestre do Campo, concelho e diocese de Coimbra.

A caminho da Figueira da Foz vamos encontrar uma verdadeira jóia escondida na freguesia de São Silvestre. Jóia esta que se pode igualar a muitos outros edifícios de grande porte por aí espalhados nas cidades.

Atualmente está designado como Palácio de São Marcos, mas na verdade este edifício inicialmente foi edificado no século XV como Mosteiro de São Marcos, convento masculino pertencente à Ordem e Congregação de São Jerónimo.

Habitado por Monges desde 1451. A Igreja contém um notável exemplar de arte tumular em Portugal dos Séculos XV e XVI; Túmulos de Fernão Teles de Menezes, da autoria de Diogo Pires-o-Velho de 1481; Capela-Mor Manuelina de Diogo de Castilho, construída entre 1522/1523; Retábulo Renascentista de Nicolau de Chanterenne; Túmulo de João da Silva, da autoria de João Ruão; Túmulo de Aires da Silva e de João da Silva, do escultor Manuelino Diogo Pires-o-Moço; capela dos Reis Magos, data de 1547, obra prima do maneirismo Coimbrão; O Panteão dos Silvas em São Marcos, permite observar esculturas góticas, renascentistas e maneiristas

Criado no século XV, o mosteiro foi extinto no século XIX, passando para a mão de privados. O conjunto de edifí­cios foi alvo de extensas obras de renovação e ampliação entre os séculos XV e XX. Adaptado durante algum tempo, de 1954 a 1976, como residência palaciana dos duques de Bragança, S. Marcos encontra-se presentemente sob a tutela da Universidade de Coimbra. Devido à sua excepcional riqueza patrimonial, a igreja está classificada como Monumento Nacional.



Faculdade de Medecina de Coimbra





O Faculdade de Medecina de Coimbra projecto inicial deste edifício, traçado pelo arquitecto Lucínio Guia da Cruz de acordo com uma gramática moderna e classicizante, acabaria por sofrer algumas alterações impostas pelo arquitecto Cristino da Silva. 

O projecto inicial deste edifício, traçado pelo arquitecto Lucínio Guia da Cruz de acordo com uma gramática moderna e classicizante, acabaria por sofrer algumas alterações impostas pelo arquitecto Cristino da Silva. A vincada austeridade e uniformidade das formas arquitectónicas foram atenuadas em determinados sectores com a aplicação de elaborados conjuntos escultóricos e pictóricos.



Real Colgio das Artes de Coimbra





A construção do Colégio teve início em 1568.  A construção do Colégio teve início em 1568. Concentra-se em torno de um pátio quadrangular ornamentado com colunas dóricas, as originais, no piso inferior. No segundo piso, verifica-se a utilização dos novos materiais construtivos da sua última grande reforma, nos inícios do século XX, as elegantes colunas de ferro fundido.

O edifício colegial, devido às diversas ocupações de que foi alvo e às inúmeras funções que desempenhou, perdeu a sua fisionomia arquitectónica original, conservando, contudo, algumas das estruturas arquitectónicas das antigas salas de aulas, nomeadamente as colunas de suporte de arcos e das coberturas, de abóbadas de arestas.

Dos dois espaços de culto existentes no edifício colegial, apenas se conservou a pequena capela, localizada no flanco nascente do primeiro piso. A campanha de obras realizada nos inícios do século XX, ao altear as estruturas arquitectónicas, absorveu as áreas da capela mas conservou, com ligeiras alterações, o átrio e a sacristia.



Colegio Santa Rita em Coimbra





O Colégio de Santa Rita, cuja construção teve início em 1755, está organizado em torno de um pátio, com três pisos em altura.  As áreas habitacionais estavam concentradas no andar nobre, no flanco poente do edifício. Contíguo à cozinha, localizada a norte e com larga chaminé, o refeitório assumia uma configuração ampla e rectangular, com púlpito na parede nascente, elemento frequente nas edificações dos monges Agostinhos.

A entrada mais nobre de todo o conjunto, orientada a sul, permitia aceder directamente à antiga capela através de um portal setecentista. A antiga capela colegial foi entretanto transformada em ampla sala de atendimento dos vários serviços académicos. Merece destaque uma escadaria interior, de grande aparato e ornamentada com painéis azulejares rococós.

O edifício, alvo de algumas transformações estruturais internas na primeira metade do século XIX, aquando da sua transformação em residência particular, foi no século XX profundamente modificado.

 

Laboratrio Qumico de Coimbra





Contemporâneo da Reforma Pombalina, a construção do Laboratório Quimico de Coimbra terminou em 1775.  Perante a necessidade de acomodar devidamente os objectos experimentais e proporcionar um ensino qualificado construiu-se um edifício de raiz de modo a responder a todas as exigências impostas. Foi erguido sobre as antigas instalações do refeitório, cozinhas e áreas anexas do extinto Colégio da Companhia de Jesus.

 

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