Uma aldeia risonha e encantadora, sobranceira ao rio Alvôco. Toda ela parece um demorado miradouro, com vista privilegiada para as serras envolventes. Respire o seu ar puro, tente conhecer a sua vasta história e certifique-se de ter passado em cada recanto. As vistas da aldeia miradouro conquistam qualquer visitante apreciador das deslumbrantes paisagens da Serra da Estrela. Aqui, cada casa, cada rua e cada largo é um miradouro.

 

Construída predominantemente em granito, a Aldeia das Dez detém um património construído impressionante, com destaque para a Igreja Matriz , cujo interior está decorado com sumptuosa talha dourada.
Na aldeia moraram muitos entalhadores e douradores, que beneficiaram a aldeia com as suas obras. A talha dourada da Igreja Matriz é disso exemplo, juntamente com esculturas e pinturas que embelezam o interior do edifício. Mas os encantos da aldeia vão para lá disso: também se encontram nas pessoas e na paisagem.

 

Quem não resiste a um bom doce também pode encontrar bolos tradicionais da aldeia, os coscoréis e cavacas confecionadas à moda da Aldeia das Dez. Aproveite e prove também um compota ou um licor de medronho, cujo fruto é abundante na zona.

 

No que toca a património, o da Aldeia das Dez é impressionante e são as casas o que mais se destaca. A Casa do S (ou Casa da Voluta) é um exemplo. Edifício do século XVII de arquitectura popular, conta com dois pisos em estrutura de alvenaria irregular.  Digna de visita é também a Escola Primária. É um edifício característico do “Plano dos Centenários”, do tempo do Estado Novo.

 

O património religioso também está bastante presente na Aldeia das Dez.Além da Igreja Matriz, que data do século XVIII, há também a Igreja de Santa Maria Madalena que foi construída em 1758. Dotada de frontaria neoclássica, no seu interior exibe-se um retábulo com a imagem de Santa Maria Madalena. Mais modesta, mas não menos bela é a Capela de Nossa Senhora das Dores, também erigida no século XVIII.

 

A Aldeia das Dez é também a aldeia das fontes. São quatro, desde a Fonte do Povo, construída em 1892 e adornada com azulejos com poemas do Dr. Vasco Campos até Fonte do Soito Meirinho, localizada à entrada da aldeia.
Se quiser fazer uma caminhada, pode utilizar a calçada romana que se localiza a 3 km de Aldeia das Dez, no Caminho das Tapadas e no Areal.
O Cruzeiro do Largo da Fonte, construído em 1661 e restaurado em 1960, também é algo que vale a pena visitar.

Ainda merecem destaque:

  • Cruzeiro do Largo da fonte
  • Solar Pina Ferraz
  • Capela de Nossa Senhora das Dores
  • Cemitério Velho
  • Fonte do Povo
  • Calçada romana
    Troço de calçada romana, de ligação a Avô. Localiza-se a 3 km da aldeia, no Caminho das Tapadas e no Areal.
  • Casa quinhentista
    Junto à Capela de Santa Maria Madalena, do lado inferior da via. Destaque para as molduras do vão da porta de entrada, arredondadas, e para a chaminé.
  • Casa da Fábrica
    Edifício localizado junto cemitério, construído no séc. XIX, que foi fábrica de cobertores. Hoje é uma residência particular.
  • Escola Primária
    Característico estabelecimento do ensino primário, construído no âmbito do "Plano dos Centenários" no tempo do Estado Novo.
  • Fonte do Marmeleiro
    Construída em 1915. Ostenta a gravação das seguintes iniciais: J.P.C.
  • Fonte do Soito Meirinho
  • Fonte do Cabo do Lugar
    Construída em 1929. Ostenta a gravação das seguintes iniciais: JCS
  • Alminhas
    Duas alminhas do séc. XVIII indiciam locais de passagem da antiga via que cruzava a aldeia.
     
  • Miradouro do Penedo da Saudade
  • Miradouro da Mimosa
  • Miradouro do Largo Alfredo Duarte
  • Varandim do adro da Igreja Matriz

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