Dornes a mítica terra dos Templários em Portugal


O Rio Zêzere, que é afluente da margem direita do Rio Tejo, é sem sombra de dúvida um dos rios mais bonitos de Portugal. Desde a Serra da Estrela até Constância, este rio é uma ininterrupta sucessão de belíssimas paisagens e de belíssimas vilas e aldeias. Esta beleza e a paz imensa que nas suas margens se respira fazem do Zêzere um destino turístico altamente recomendável para os dias quentes de verão. Junto a ele, poderá o visitante retemperar o corpo e consolar a alma.

A vila de Dornes, que é sede de uma freguesia do concelho de Ferreira do Zêzere, é uma das localidades situadas nas margens do Zêzere cuja visita se recomenda. Fica sobre uma pequena península que é contornada pelo rio, já na parte formada pela albufeira do Castelo do Bode.

 



 

Torre dos Templários Dornes, é uma belo exemplo da cultura Templária Portuguesa, na antiga e charmosa vila de Dornes.

Torre  dos Templários Dornes, situa-se na península do rio  Zêzere. Torre dos Templários Dornes, foi construída em pedra de argila 72 anos antes da era cristã, durante o período romano  na península ibérica.

Torre Templários Dornes é muito notada devido à forma rara, 5 faces, o que faz da torre dos Templários Dornes um exemplo raro de arquitectura militar no período da Reconquista.

Torre dos Templários Dornes foi construída pelos templários para servir de linha defesa do Tejo. Nesses tempos, as conquistas eram feitas entre margens de rios. No entanto, as datas fundamentais são muito mais antigas, durante a época romana, e até é possível que fosse um local ocupado por mineiros em busca de ouro no rio Zêzere.

A partir da torre e da Praça que a circunda, é possível ver toda a paisagem de diferentes ângulos com o sereno rio azul e belas e diferentes paisagens . Dentro da Torre dos Templários Dornes, esta intacta, A torre está geralmente fechada, actualmente nós estamos a investigar a possibilidade de fazer uma visita publica para admirar.

 



 



Dornes é muito antiga, é anterior à fundação da nacionalidade. Talvez já no tempo dos lusitanos tenha existido uma povoação no mesmo local, se for verdade a afirmação que alguns fazem de que a torre da vila foi construída sobre as ruínas de uma outra torre, que Sertório teria mandado construir.

A vila de Dornes esteve muito ligada aos Templários. A sua torre pentagonal foi mandada erigir por Gualdim Pais (1118-1195), que foi grão-mestre da Ordem dos Templários em Portugal, como parte integrante de um sistema defensivo da Linha do Tejo contra os mouros, que incluía Tomar (onde estava a sede da Ordem), Almourol, etc. No interior da torre de Dornes há diversas estelas funerárias templárias.

 



 

Além da torre, a igreja matriz de Dornes também merece uma visita. Nela se encontra a imagem muito venerada de Nossa Senhora do Pranto, que é uma pietà do séc. XVII. Anteriormente a esta imagem, terá existido uma outra idêntica do séc. XIII, sobre a qual se conta a seguinte lenda:

Guilherme de Pavia, feitor da Rainha Santa Isabel, perseguia um veado na Serra Vermelha quando ouviu um doloroso choro. Mas por mais que procurasse não conseguia encontrar de onde vinham tais gemidos. Resolveu então ir contar a novidade à Rainha Santa. Para seu espanto, esta não só sabia o motivo da viagem, como o local exacto onde procurar “… e lhe disse que buscasse no lugar onde ouvia os gemidos e que ahi acharia huma imagem de Virgem Maria Nossa Senhora com outra de seu Santíssimo Filho morto em seus braços, o que elle fez, e entre huns matos, que estavão na áspera Serra da Vermelha… achara escondida a admirável e milagrosa imagem…”.

 





Veio depois a Rainha admirar o achado que mandou erguer uma capela. À terra chamou Vila das Dores, a actual Dornes.

Da outra margem do rio (Cernache) o povo contestou e revoltou-se porque reclamavam para si a imagem que tinha sido encontrada na Serra da Vermelha, pertencente àquela localidade e termo da Sertã e não a Dornes.

Por diversas vezes a quiseram levar e outras tantas vezes a imagem de Nossa Senhora do Pranto com seu Filho nos braços desapareceu misteriosamente e voltou a aparecer em Dornes, no seu lugar, no altar da Ermida.

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