Granja é uma aldeia do concelho de Mourão. A freguesia faz fronteira com Espanha tendo como povoações vizinhas a Amareleja a Sul e Mourão a Norte.

É actualmente uma das aldeias ribeirinhas do Alqueva ficando junto a um dos braços da barragem, a ribeira de Alcarrache.

Entre o património da Granja salienta-se a Igreja Matriz que sobressai das restantes casas da aldeia. Construida no século XVI, de planta rectangular e nave ampla, possui no seu interior pinturas de grande interesse. Salienta-se também a Igreja da Santa Casa da Misericórdia no centro da localidade.

Em termos históricos pouco se sabe sobre a história desta freguesia, em grande parte devido às constantes pilhagens pelos espanhóis durante a guerra da restauração. No entanto existem referencias desde o séc XIII a uma Granja do Hospital, administrada pela ordem regiliosa dos Freires do Hospital.

Os Romanos e Árabes habitaram também esta região, tendo deixado como legado as pontes sobre os rios Alcarrache e Godelim, bem como várias chaminés mouriscas.


Encontra-se a 12 Km da sede concelhia, sendo a última povoação do distrito de Évora e do Alto Alentejo. Localiza-se a cerca de 70 Km da capital de Distrito, Évora e a 214 km de Lisboa, inserida numa região que faz fronteira com a Estremadura Espanhola.

No concelho de Mourão fica a aldeia e freguesia da Granja, situada entre a capital concelhia e a freguesia da Amareleja, no concelho de Moura e tem aproximadamente uns 600 habitantes. O Grande Lago de Alqueva contorna desde 2003 a localidade, já que o encerramento das comportas supôs o alagamento dos vales dos ribeiros vizinhos.

O relevo próprio da planície rompe-se aqui dando lugar a formas onduladas e vales mais profundos lá onde os cursos fluviais ainda não foram alterados pela barragem, em áreas mais isoladas, na própria Raia, designadamente a Ribeira de Alcarrache e o seu afluente, a Ribeira de Godelim ou as suas formas alternativas Guadalim ou Guadelim, que nasce em Espanha com o nome de Godolid e que remete para as suas origens árabes do termo uádi, que significa rio e que na língua portuguesa deu lugar, para além do prefixo guad-, o mais genérico ode-, odi- (daí topónimos como Odemira, Odeceixe, Odiana (forma medieval de Guadiana: o Alentejo era a região de Entre-Tejo-e-Odiana), Odiáxere, etc.). O limite fronteiriço fica mesmo nesses meandros formados pelas ribeiras indicadas, sendo possível avistar ao fundo a vila de Villanueva del Fresno, já na Extremadura espanhola. Infelizmente o acesso está barrado pelos proprietários das herdades, que vedam a entrada a toda pessoa estranha ao serviço. Daí que as fotografias só mostrem a fronteira ao longe.