Santa Clara-a-Velha, originalmente pertencia ao concelho de Ourique, tendo a partir da primeira metade do séc. XIX, sido anexado ao concelho de Odemira. Pertenceu à Ordem de Santiago, cujo mestre deu autorização para a construção de uma ermida, entre o séc. XV e séc. XVI. Foi esta obra que realmente deu origem à freguesia de Santa Clara, a igreja, que se tornou um marco das terras da Ordem. Por esta aldeia também passava uma importante estrada medieval, que começava em Garvão e tinha fim no Algarve.

Em consequência da reorganização administrativa de 2012/2013, [2] a esta freguesia foi agregada a freguesia de Pereiras-Gare.

Santa Clara-a-Velha é uma freguesia portuguesa do concelho de Odemira, com 99,42 km² de área e 780 habitantes (2001). Densidade: 7,8 hab/km².

Esta freguesia foi integrada no concelho de Odemira no início do século XIX. Antes pertencia ao concelho de Ourique e chegou a integrar os vastos domínios da Ordem de Santiago de Espada. A povoação cresceu junto às terras férteis do vale do rio Mira, sendo a serra a sua paisagem predominante.

Da freguesia fazem parte as povoações de Cortes Pereiras, Corte Brique, Gavião e Fitos.

A agro-pecuária é a actividade predominante na freguesia, embora haja a presença de serviços e comércio. A floresta ocupa também grande parte da área da freguesia.

Santa Clara-a-Velha merece uma visita atenta e demorada. A aldeia, branca e florida, desenvolveu-se à sombra da igreja de Santa Clara de Assis, conservando o seu carácter rural. Nota também para a fonte do Azinhal, datada de 1892 e restaurada em 1995, junto da qual existe um aprazível parque de merendas. A não perder é a barragem de Santa Clara, a quatro quilómetros da sede de freguesia.