Visita as Serras e Rios do arouca geopark


RIO ARDA

De onde o ribeiro de Gondim, o rio Marialva e a ribeira de Silvares se juntam, para dar origem ao rio Arda, ninguém dirá que este curso de água irá estender-se por 30 quilómetros, até desaguar no Douro. O Arda sempre marcou a paisagem arouquense, orgulhosa do seu rio, moldando e regando as margens, que sempre tiveram fama de fertilidade, a começar pelas terras do Mosteiro de Arouca. Aí, até o moinho e o lagar de azeite não dispensavam as suas águas. Mais à frente, junta-se também a este correr, o rio Urtigosa, de sul para norte, numa viagem até Pedorido (Castelo de Paiva).

Aveiro, Arouca, Abitureira

RIO CAIMA

No planalto da Serra da Freita, as águas de vários riachos vão recortando, ao de leve, a paisagem, até confluírem num só. O Rio Caima. Serpenteando por terrenos graníticos, o Caima «explode» na Frecha da Mizarela, ao aproximar-se dos xistos que, ali, começam a surgir. Primeiro, faz correr as suas águas em terrenos com altitudes mais elevadas. Depois, espraia-se por terrenos mais planos, à medida que vai chegando aos concelhos vizinhos de Vale de Cambra e Oliveira de Azeméis, até desaguar no Rio Vouga.

Aveiro, Arouca, Arouca

RIO FRADES

Não é certo se o rio dá nome à aldeia ou o contrário. Certo, é que apenas fazem sentido juntos. O rio Frades acaba por ficar fortemente ligado à exploração mineira, mas não só. A beleza das suas margens e a magia que o envolve, nas formas de aceder a elas, conferem-lhe um encanto muito particular. A juntar a tudo isto, as suas características geológicas fazem das suas cascatas locais privilegiados para a prática do canyoning.

RIO PAIVA

Desníveis vários entre apertadas gargantas e rochedos fazem do Paiva uns dos melhores rios para a prática, nos meses de Inverno, de atividades de águas bravas, tais como, rafting, kayaking, hidrospeeding e canoagem. É considerado pelos especialistas como uma das melhores pistas de águas bravas a nível nacional e uma referência a nível internacional. Aqui que decorrem o Paiva Fest e o FIAB - Festival Internacional de Águas Bravas.

No Verão, as suas águas cristalinas convidam a momentos de pura descontração nas zonas balneares do Areinho, Paradinha, Vau, Espiunca, Janarde e Meitriz. Ao longo do seu trilho é possível encontrar alguns geossítios de significativa relevância como a cascata das Aguieiras - queda de água da ribeira homónima que, após percorrer Alvarenga, cai vertiginosamente sobre as escarpas graníticas que ladeiam o rio Paiva - a Gola do Salto, local no leito do rio Paiva marcado por um desnível com cerca de quatro metros muito apreciado pelos praticantes de rafting, sendo a sua passagem classificada por estes últimos como de máxima dificuldade e a Garganta do Paiva, localizada junto à ponte de Alvarenga, que se encontra em sítio estratégico, de acordo com a geologia do rio, pois aqui o Paiva corre mais apertado devido à existência de uma rocha de elevada dureza.

Aveiro, Arouca, Arouca

RIO PAIVÓ

O seu curso é recortado na montanha. Por escarpas e fragas. Outrora, os barqueiros atravessavam-nos em pontos definidos. Se o Paiva é uma imagem do que seria o Douro, o Paivó é uma imagem do que seria o Paiva. E é o Paiva (ou, como se diz por estes lados, «a Paiva») que lhe dá o nome, e que recebe as suas águas, conduzindo-as, montanha fora, até ao Douro.

RIO URTIGOSA

Nasce na freguesia de Urrô de um conjunto de riachos que escorrem da encosta norte da Freita. Correndo no sentido Sul-Norte, entra na freguesia de Rossas onde desagua, depois de se juntar ao Escaiba, no Rio Arda, afluente do Douro. O Urtigosa é marginado por vegetação abundante, onde predomina o salgueiro, o amieiro, o choupo e o castanheiro e por velhos moinhos de moer cereal, alguns deles ainda em atividade.

Arouca 
Aveiro, Arouca, Urrô

SERRA DA FREITA

Erguendo-se como um gigante sobre a vila de Arouca, a Freita estende o seu manto verde por terras de Arouca, São Pedro do Sul e Vale de Cambra. A sua magia, o seu encantamento fácil, o ar de paraíso perdido que vai deixando transparecer a quem nela se embrenha, fazem da «Serra Encantada» um dos pontos de passagem e paragem obrigatórias do Arouca Geopark. Atravessar os seus caminhos significa ir ao encontro de pontos da história destas terras, como a Mamoa da Portela da Anta, de pequenas aldeias que se encaixam na paisagem, de fenómenos únicos no mundo, como as Pedras Parideias, e de paisagens de cortar a respiração, como junto à Frecha da Mizarela. Ao longo do planalto, encontramos 17 dos 41 geossítios do Arouca Geopark, condições únicas para a prática de alguns desportos de aventura e percursos pedestres que nos guiam pela beleza singular desta serra.

Aveiro, Arouca, Arouca

SERRA DE MONTEMURO

A mais desconhecida das serras dizem alguns. Uma das mais altas do país, dirão outros. Casa do lobo ibérico, da lontra, da salamandra-lusitânica e de outras espécies que nos despertam a curiosidade, acrescentarão. Ponto mais alto do Arouca Geopark (1222 metros), na Pedra Posta (freguesia de Alvarenga). Espaço de biodiversidade por excelência. Cofre seguro de usos, costumes e tradições intemporais. Eis a Serra de Montemuro.

Aveiro, Arouca, Abitureira

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