PERCURSO PEDESTRE VARIANT BELMONTE PENHAS DOURADAS 

LOCAIS DE PASSAGEM: VALHELHAS, VALE DE AMOREIRA, SKIPARQUE / RELVA DA REBOLEIRA, MANTEIGAS, PENHAS DOURADAS, VALE DO ROSSIM

A etapa de ligação entre a Aldeia Histórica de Belmonte e o sector norte da GR22 permite encurtar a distância total da mesma. Assim, pode percorrê-la em dois circuitos fechados mais curtos. Inicia-se saindo de Belmonte em direção ao rio Zêzere e após o atravessar, junta-se à GR Zêzere (GR33), que o irá acompanhar até Manteigas no coração da Serra da Estrela. Ainda antes desta cidade, passa pela praia fluvial de Valhelhas para, mais à frente, atravessar a ribeira de Beijames e o rio Zêzere (travessias condicionadas de Inverno, alternativa via GR33.1). Deste ponto segue por levadas e caminhos florestais, subindo o rio até Manteigas, onde deixa a GR33 e inicia a subida para as Penhas Douradas. Seguindo em conjunto com um dos percursos da vasta rede de PRs aqui existente, sobe pela calçada romana, passa pelo alto das Penhas Douradas (1523 m) e chega ao vale do Rossim, onde encontra novamente a GR22, na etapa Linhares da Beira – Piodão.

 PERCURSO PEDESTRE OS POVOS DAS RIBEIRAS DE PIODAM

Há muitos séculos que as verdes pastagens da Serra do Açor atraíam grupos de pastores que aí levavam os seus rebanhos. Diz-se mesmo que esses pastores seriam os Lusitanos, hábeis criadores de cavalos que povoavam os Montes Hermínios (Serra da Estrela). Ao longo dos tempos as populações foram criando condições para a sua subsistência, conquistando à Serra cada pequena leira cultivada em socalcos. A agricultura, pastorícia e a apicultura constituíram assim as principais atividades destas populações. Pelo alto da Serra do Açor, passava a antiga estrada real que ligava Coimbra à Covilhã por onde circulavam caravanas de carros de bois que traziam do litoral o peixe e o sal para levarem no regresso a carne, o queijo, os lanifícios e até gelo, das terras do interior. Por ali passavam mercadores e pastores e até salteadores. Diz-se também que terão sido os ataques dos salteadores que incentivaram a união dos solitários pastores, espalhados por aquelas agrestes penedias onde criavam éguas, cavalos, ovelhas e cabras.

FAUNA E FLORA

A arte rupestre de Chãs de Égua enquadra-se entre o período do Neolítico e o Bronze Final e o Bronze Final e da 1ª Idade do Ferro. As rochas gravadas estavam, nessa altura, ligadas a
comportamentos ritualizados que associavam os códigos figurativos ao domínio de um território específico. A arte rupestre encontrada é essencialmente do tipo esquemático, como antropomorfos, serpentiformes, podomorfos, equídeos, espirais e figuras geométricas, entre outros. Neste território foram já descobertas 100 rochas gravadas e constituem a mais importante concentração de arte rupestre conhecida até ao momento no território que estende entre o Tejo e o Baixo Côa. Tal facto foi determinante para a instalação de um Centro Interpretativo de Arte Rupestre em Chãs de Égua.

PERCURSO PEDESTRE LINHARES DA BEIRA PIÓDÃO

LOCAIS DE PASSAGEM: VALE DO ROSSIM, SABUGUEIRO, SRA. DO DESTERRO, LAPA DOS DINHEIROS, VALEZIM, VIDE


Linhares da Beira Piódão
Esta é uma das etapas mais exigentes de toda a Grande Rota (GR22). Inicia-se em conjunto com uma das Pequenas Rotas, aqui existentes, e sobe em direção ao planalto de Videmonte e Casais de Folgosinho. Ao atingir este planalto, percorre toda a cumeada da encosta norte passando pela Portela de Folgosinho, pelo posto de vigia da Santinha e pela casa abandonada dos serviços florestais, antes de chegar ao alcatrão já perto do Vale do Rossim. Aqui encontra a Variante da GR22 que faz a ligação à Aldeia Histórica de Belmonte, e inicia a descida ao longo da ribeira da Ferverença até ao Sabugueiro, de onde continuará a descer acompanhando agora o rio Alva. Percorrendo levadas, passa pela capela da Sr.ª do Desterro e segue até à Lapa dos Dinheiros, de onde continua por caminhos agrícolas até Valezim, onde inicia a subida para a Portela do Arão. Deste local desce em direção a Vide e enfrenta uma das subidas mais difíceis de toda a GR – a encosta do Colcurinho. Antes do topo, o percurso mantém a cota, até iniciar a descida em alcatrão para o Piódão.

Piódão Linhares da Beira
Esta é uma das etapas mais exigentes de toda a Grande Rota (GR22). Saindo do Piodão pela estrada de alcatrão, em conjunto com a etapa anterior, o percurso sobe em direcção à encosta do Colcurinho. Deixa a estrada de alcatrão e dirige-se para norte, subindo ligeiramente até iniciar a descida abrupta para Vide. Daqui, esta etapa sobe novamente, desta vez em direcção à Portela do Arão, de onde desce paralela à estrada nacional até chegar a Valezim. Desta localidade, o percurso contorna a encosta da Serra, percorrendo caminhos antigos, até à Lapa dos Dinheiros, de onde sai para a praia fluvial. Aqui, sobe até à levada, que vem do vale do Alva, seguindo-a até à Sr.ª do Desterro, onde atravessa a bela mata aqui existente e inicia a subida deste vale até ao Sabugueiro, percorrendo as levadas hidroelectricas. Continua a subir, agora em conjunto com um PR local, em direção ao vale do Rossim, onde entronca a variante desta GR, que vem de Belmonte. Continua depois pela cumeada, que define a encosta norte desta serra, para depois de passar a Portela de Folgosinho, iniciar a descida para Linhares da Beira.

FAUNA E FLORA

LINHARES DA BEIRA


No planalto serrano sobranceiro a esta Aldeia Histórica, encontramos alguns dos campos agrícolas mais antigos da Estrela. Aqui, já a vermos o Mondeguinho, encontramos alguns bosques de altitude de caducifólias que nos acompanham em toda a encosta de Linhares. A partir dos 1300 m de altitude – e já sem espécies arbóreas – o coberto vegetal é dominado pela urze e pelo zimbro que encontramos no caminho do Malhão e da Santinha. É de salientar a ocorrência, junto ao Vale do Rossim, da rara cegonha-preta. Do lado norte da serra, o rio Mondego evidencia uma densa galeria ribeirinha onde predomina o amieiro, com presença de salgueiros e de freixos. Neste local onde cruzamos o rio, podem observar-se espécies como: a carriça, o pisco-de-peito-ruivo, o chapim-azul, a alvéola-branca, o rouxinol-bravo, entre outras.

PIÓDÃO


Nas encostas, viradas a sul, da Serra do Açor podemos encontrar, nas maiores altitudes, o medronheiro e os matos de urze. No outono surgem diversas espécies de cogumelos interessantes entre as quais destacamos a Amanita muscaria. O rio Zêzere domina a paisagem neste local e propicia a presença da alvéola-branca e até da garça-real. Junto ao Piódão estamos em plena Serra do Açor. Aqui as formações arbustivas dominam a paisagem surgindo dispersos alguns aglomerados de castanheiros. Poderemos encontrar a raposa ou até a geneta. Já junto às localidades encontramos as culturas, as árvores e os prados em socalcos. Ainda nas zonas de maior altitude, com coberto vegetal rasteiro, encontramo-nos no território de caça predileto da águia-de-asa-redonda e do tartaranhão-caçador.

PERCURSO PEDESTRE TRANCOSO LINHARES DA BEIRA

LOCAIS DE PASSAGEM: MIGUEL CHOCO, VENDA DO CEPO, ALDEIA NOVA, MUXAGATA, VILA SOEIRO DO CHÃO, MESQUITELA, CARRAPICHANA


Trancoso  Linhares da Beira
Esta etapa deixa Trancoso pelo lado sul, entra em terra batida e desce em direção à localidade de Miguel Choco, daqui, e passando logo depois por Vendo do Cepo, entra no vale da ribeira de Muxagata. Ao longo deste vale, passa pela Aldeia Nova e pela aldeia que lhe dá nome, acompanhando esta ribeira até à sua foz no rio Mondego. Aqui, cruza a linha de comboio e a autoestrada, pela passagem inferior, segue o rio Mondego para jusante e atravessa-o num açude (travessia condicionada em período de cheia, ver alternativa) para de seguida subir a encosta até à EN16. Cruzando esta estrada, o percurso mantém a direção sul, passando ao largo de Vila Soeiro e cruzando as localidades de Mesquitela, Carrapichana e Figueiró da Serra, em direção a Linhares da Beira, onde chega em conjunto com uma Pequena Rota pela calçada Romana.

Linhares da Beira Trancoso


Deixando Linhares da Beira pela calçada romana, esta etapa segue o PR4 até atravessar a ribeira, onde deixa este percurso e segue em direção a Figueiró da Serra. Mantendo a direção tendencial para norte, cruza a EN 17 e as localidades de Carrapichana e Mesquitela, utilizando maioritariamente caminhos de terra. Daqui o percurso dirige-se para o rio Mondego, passa perto da Vila Soeiro, cruza a EN16 e inicia a descida para o interior do vale. Aqui, atravessa o rio num açude (travessia condicionada em período de cheia, ver alternativa) e segue até à foz da ribeira da Muxagata. Daqui acompanha a ribeira até à sua nascente, passando pela aldeia que lhe dá nome e pela Aldeia Nova, até chegar ao topo do vale, junto a Venda do Cepo. Deste ponto, a etapa continua para norte até Miguel Choco, onde inicia a subida para Trancoso.

FAUNA E FLORA

TRANCOSO


Os planaltos junto a Trancoso caracterizam-se por serem rodeados de elevações, que ora são de formações rochosas, ora são cobertas por pinhal, onde podemos encontrar uma das formações agrícolas mais curiosas desta região: os campos fechados por sebes arbóreas, neste caso essencialmente constituídas por carvalho-negral. O vale da Muxagata é agricultado em toda a sua extensão, sendo ladeado por amieiros. Mas dos pinhais e giestais sobranceiros chegam sons de gralhas-pretas e do peto-verde. Ao longo dos caminhos e dos lameiros surgem as sebes vivas na forma de pilriteiro ou até trovisco-fêmea. Junto à ribeira podemos observar espécies como o pintaroxo, o pintassilgo, o cartaxo, a rola, o melro-preto, entre outros. Por outro lado, mais no cimo do vale, ao aproximarmo-nos de ambientes serranos, poderemos encontrar a águia-de-asa-redonda ou o picanço-real.

LINHARES DA BEIRA


No planalto serrano sobranceiro a esta Aldeia Histórica, encontramos alguns dos campos agrícolas mais antigos da Estrela. Aqui, já a vermos o Mondeguinho, encontramos alguns bosques de altitude de caducifólias que nos acompanham em toda a encosta de Linhares. A partir dos 1300 m de altitude – e já sem espécies arbóreas – o coberto vegetal é dominado pela urze e pelo zimbro que encontramos no caminho do Malhão e da Santinha. É de salientar a ocorrência, junto ao Vale do Rossim, da rara cegonha-preta. Do lado norte da serra, o rio Mondego evidencia uma densa galeria ribeirinha onde predomina o amieiro, com presença de salgueiros e de freixos. Neste local onde cruzamos o rio, podem observar-se espécies como: a carriça, o pisco-de-peito-ruivo, o chapim-azul, a alvéola-branca, o rouxinol-bravo, entre outras.

Turismo em Portugal

Explora restaurantes museus hoteis e muito mais em Portugal