Falar do Douro, o rio mais bonito do mundo, não é apenas falar de um rio ou de uma região. É muito mais do que isso… é falar toda a sua história e das suas gentes, que o tornam tão especial. Conhecer o Douro não é apenas visitar a região, é partir numa viagem à descoberta de um lugar único, com uma história, cultura e pessoas únicas.




Existem várias explicações para a origem do nome «Douro». Uma lenda conta que era costume ver-se rolar umas pedritas pequenas e brilhantes, que se veio a descobrir serem de ouro. Há quem diga ainda que o nome se deve à cor barrenta das águas do rio, consequência das grandes quantidades de detritos que as enxurradas arrastavam encostas abaixo e que por serem de um amarelo vivo lhe davam uma cor de ouro. Mas há ainda quem defenda que este nome deriva do latim «Durius», ou seja, «Duro», devido à dureza dos seus contornos tortuosos de escarpas altas e rochosas.




Foi este rio, em tempos muito estreito e perigoso, que trouxe prosperidade à região, visto que era através dele que se fazia o transporte do precioso néctar, o Vinho do Porto. Em séculos passados este rio representava um desafio e um perigo para os que nele navegavam. Estava repleto de fortíssimas correntes e pedras meias submersas. Nessa altura apenas um pequeno barco de madeira – o Rabelo – conseguia navegar nestas águas e fazer o transporte do vinho desde o Vale do Douro até à foz, em cujas margens se situam as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia.

A mais antiga região demarcada de vinho do mundo é também uma paisagem de rara beleza e de uma importância histórica indiscutível. Como tal, foi considerada pela Unesco como Património da Humanidade em 2001. Em 1756, foi criada a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro e aquela que viria a ser a primeira região vinícola demarcada do mundo, o Douro.




A classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património da Humanidade obedeceu a uma serie de critérios, entre os quais, o facto de ser uma região que produz vinho há cerca de 2000 anos e cuja paisagem, para além ser de uma obra de arte da natureza, é também o resultado do trabalho árduo do Homem, que a moldou para a tornar naquilo que hoje em dia é. Para além disso, esta região vinícola de longa tradição na produção de vinho transformou-se numa paisagem de uma beleza inigualável que reflecte a sua evolução tecnológica, social e económica.

Da área classificada fazem parte 13 municípios, que, para além dos vinhedos, fornecem o contexto cultural e histórico em que se desenrola a vida desta região. É uma área rica em termos de património arquitectónico, o qual terá a oportunidade de admirar ao visitar a região.




No meio de montes, quintas e vinhas destacam-se grandes casas senhoriais do século XVIII, com as suas fachadas imponentes que demonstravam a importância das famílias que nelas habitavam. De quando em quando são visíveis alguns núcleos urbanos, dos quais se destacam as cidades da Régua, Lamego e ainda Vila Real, embora um pouco mais distante das margens do rio.




Já na Idade Média Lamego estava ligado à produção de vinho, o Vinho Doce de Lamego, como era então conhecido. Para além disso, tornou-se também num importante centro religioso, como se pode comprovar pelo património arquitectónico que nos chegou até hoje e do qual são exemplos a Catedral de Lamego, a Igreja de Santa Maria de Almocave, Igreja de Santa Cruz e o Santuário da Nossa Senhora dos Remédios, cuja romaria em Setembro atrai milhares de pessoas a esta cidade.

Douro, uma região vinícola de uma beleza indescritível, à espera da sua visita!




A Região do Douro é conhecida mundialmente e está cada vez mais na moda. No final do ano passado, os seus vinhos foram considerados dos melhores néctares do mundo. Agora, é a vez do seu magnífico rio se destacar.

Por entre os incontáveis rios que podemos encontrar em todo o planeta, o modesto Rio Douro foi considerado um dos mais bonitos do mundo. Quem o garante é o prestigiado jornal britânico “The Telegraph”, que o coloca no seu Top 10.

 

Nascendo em Espanha, o Rio Douro corre calmo e sereno rumo ao gélido Oceano Atlântico. Mas quem pensa que um rio escondido no meio da Península Ibérica não surpreende ninguém, está muito engando. Por entre centenas (e até milhares) de rios magníficos que cruzam o planeta em direção ao mar, o rio Douro foi considerado um dos rios mais bonitos do mundo.

Este Rio, que desde há séculos vem marcando de forma incontornável a História de Portugal, está agora nas luzes da ribalta, com o jornal britânico “The Telegraph” a colocá-lo no seu prestigiado Top 10.

 

Aliás, o Rio Douro posiciona-se na sétima posição, lado a lado com rios de países como a Alemanha, a China ou a Índia. Um prestigiado lugar, para um tão venerado leito.

Deste rio, o único português a figurar na lista dos 14 rios mais bonitos do mundo, o “The Telegraph” destaca “a sua luz matinal [que] ilumina as casas brancas da região, decoradas com tapeçarias e azulejos pintados à mão, levando-nos a viajar até um tempo que o número de produtores de vinho e de habitantes era praticamente o mesmo”.

O primeiro lugar deste ranking ficou para o rio The Kenai, no Alasca. As restantes 12 posições são ocupadas por rios como o Nilo (Egipto), o Chobe (África), o Spree (Alemanha), o The Yangtze (China), o Caño Cristales (Colômbia), o Danúbio (Europa), o The Mekong (sudeste asiático), entre outros.

 

Depois da Região do Douro ter estado nas bocas do mundo com a conquista dos primeiros lugares do concurso dos Melhores Vinhos do Mundo, é a vez da sua personagem principal, o fantástico Rio Douro, ser honrosamente homenageado.

Com todos estes factos deve definitivamente ponderar: vá de férias cá dentro e parta à descoberta de um dos rios mais bonitos do mundo!