Os 10 locais mais bonitos do Douro

Região vinícola de excelência, o Douro moldou a paisagem e população moldou o Douro. Desta fantástica interacção entre o Homem e a Natureza nasceu uma das mais bonitas regiões de Portugal e um dos mais belos vales do mundo. O vale do Douro atrai cada vez mais visitantes e está cada vez mais na moda. Se ainda não conhece ou se quer apenas recordar, venha daí e descubra connosco os 10 locais mais bonitos do Douro.

1. Peso da Régua

Peso da Régua, também conhecida apenas por “Régua”, é uma cidade do Norte de Portugal, sede de concelho, situada em Trás-os-Montes, junto ao Rio Douro, conhecida por ser a capital da região demarcada que produz o célebre vinho do Porto. Não existem certezas das origens da localidade, mas pensa-se aqui ter existido uma casa Romana denominada “Villa Reguela”. Mas somente em 1756 Peso da Régua viria a sofrer maiores desenvolvimentos, aquando a criação pelo Marquês de Pombal da Real Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, que instituiu a 1ª região demarcada de produção vitivinícola a nível mundial.

 



 

Já em 1703, a região tinha sido privilegiada através do importante Tratado de Methuen, em prol da viticultura do Douro, tendo as plantações tomado um novo incremento. Constroem-se, então, em Peso da Régua os armazéns da Companhia, e elaboram-se as primeiras “feiras dos vinhos” que duravam oito dias e estiveram na criação de vários estabelecimentos comerciais, hospedarias, casas de jogo e tantas outras mais valias que desenvolveram a localidade. Era de Peso da Régua que partiam os típicos barcos rabelos, de madeira, que se aventuravam pelo rio Douro para transportar os barris de vinho até Vila Nova de Gaia, onde o vinho envelhecia nas caves.

2. Pinhão

Bonita vila da região Norte do País, o Pinhão situa-se na margem direita do Rio Douro, sendo considerada o coração do Alto Douro Vinhateiro, onde se localizam as muitas quintas que produzem o vinho do Porto, inserida numa das áreas classificadas pela UNESCO como património cultural da Humanidade. Pinhão deve o seu topónimo ao rio com o mesmo nome, afluente do rio Douro, cuja bonita foz se encontra nesta localidade.

 



 

A paisagem envolvente é de uma beleza única, rodeada de uma natureza luxuriante com o Rio Douro como companheiro e casas senhoriais, quintas e solares que atestam a riqueza que o vinho do Porto tem concedido à região, estando a vila construída em desníveis que a parecem encaminhar para o encantador rio. Um dos principais conjuntos patrimoniais da vila é a bonita Estação de Caminhos de Ferro, construída no século XIX, com painéis de azulejos de grande beleza retratando cenas quotidianas de Pinhão, bem como a produção do Vinho do Porto, desde a vindima, passando pelo pisar das uvas até ao transporte de rabelo até aos armazéns do Porto.




3. Miranda do Douro

De origem muito antiga foi ocupada pelos romanos e mais tarde no séc. VIII pelos árabes que lhe deram o nome de “Mir Andul”, que posteriormente derivou para Miranda. A sua localização junto à fronteira conferiu-lhe o estatuto de importante ponto estratégico de defesa, tendo o primeiro rei de Portugal D. Afonso Henriques no séc. XII mandado construir o castelo e a cerca de muralhas, que a transformou numa verdadeira Praça de Armas.

 



 

No séc. XVI foi elevada à categoria de cidade e de sede do Bispado de Trás-os-Montes, entrando numa fase de prosperidade em que se construíram grandiosos edifícios, como a Igreja de Santa Maria Maior que durante cerca de dois séculos teve a categoria de Sé. No séc XVII com as Guerras de Restauração da independência com Espanha, e mais tarde durante as invasões francesas, a cidade sofreu muitos revezes e perdeu grande parte da sua importância.

4. Barca d’Alva

Situada num bonito vale na margem esquerda do rio Douro, junto à raia definida pelo rio Águeda a leste, Barca de Alva é uma povoação de desenvolvimento recente. De facto, a partir do século XIX, o desenvolvimento agrícola, a construção da linha do Douro e a consequente ligação ferroviária com Espanha, a construção da Estrada Nacional 221, que atravessa o rio Douro, conferiram a Barca de Alva um desenvolvimento que se manteve mais ou menos estável até ao encerramento da estação ferroviária.

 



 

Contudo a recente construção do novo cais fluvial e a ligação rodoviária para Espanha pela foz do Águeda conferiu um novo dinamismo a esta pequena aldeia. Inserida na área do Parque Natural do Douro Internacional, Barca de Alva oferece paisagens naturais magníficas e é ponto de passagem para os Cruzeiros Turísticos que correm o Rio Douro, sendo igualmente famosa pelos lindos panoramas que conferem as sua Amendoeiras em Flor.




5. Favaios

Favaios é um aldeia pertencente ao concelho de Alijó, na região Norte do País, situada no sopé da bonita Serra do Vilarelho, tipicamente Transmontana. Esta aldeia de feição rural, de solos tão férteis, vê na viticultura a sua principal actividade, produzindo-se aqui um famoso vinho Moscatel que leva o nome da freguesia e desta região demarcada mais além

 

As origens desta freguesia são bem antigas e perdidas no tempo, pensando-se que aqui terá já existido durante os séculos I e II da nossa era uma comunidade Romana, provavelmente denominada de “Flavius”, tendo sido também povoada por Mouros, e posteriormente reconquistada nos inícios da formação da Nacionalidade Portuguesa. Esta aldeia orgulha-se do seu interessante Património, de onde se destacam o que resta ainda hoje do Castelo Romano, maioritariamente troços das muralhas.

6. São Xisto

Situada no coração da região classificada pela UNESCO como Património Mundial, São Xisto é um local encantado sobre o rio Douro! Localizada em Vale de Figueira, concelho de São João da Pesqueira, a aldeia é dominada por uma paisagem de cortar a respiração! Para apreciar esta aldeia, bastaria olhar em redor para os montes e vales, o Douro ali tão perto, tradicionais muros de pedra e os socalcos típicos das vinhas nas margens deste rio. Mas os seus encantos não ficam por aqui…

 



 

Deixe-se deslumbrar, também, pelo património diverso desta bonita aldeia, que passam pela Capela de São Xisto, o Mirante Anjo Arrependido, a Fonte Centenária e as diversas casas típicas em xisto. Os locais a visitar, num passeio sem pressas, passam ainda pelos inevitáveis lagares de azeite e de vinho, ou não estivéssemos nas margens do Douro. O cais fluvial do Douro e a estação ferroviária de Ferradosa conferem ainda mais encanto a este local. A aldeia de São Xisto possui particularidades muito específicas ligadas à importância da vinha. Aqui domina, como o próprio nome indica, o xisto, a contrastar com o granito que toma conta da margem oposta.




Trevões

Trevões é uma freguesia do Concelho de S. João da Pesqueira, distrito de Viseu, integrando-se na Região Demarcada do Douro. A origem do topónimo tem levantado alguma controvérsia. Diversos documentos atribuem-lhe o nome de Trovões. Outros documentos porém denominam-na Trevões. Surgem, então, diversas teorias na tentativa de explicar a origem e evolução etimológica deste topónimo.

 

Alguns sugerem que o nome original seria Trovões, devido às frequentes trovoadas que se registam na região. Mais tarde, pelo facto de crescer grande quantidade de trevo na zona, foi alterado para Trevões, segundo consta. Outra tese sugere ainda a existência no antigo pelourinho da vila, hoje desaparecido, da representação de um escudo com cinco folhas de trevo, que pertencia a um fidalgo da freguesia, de nome Travassos, daí provindo o topónimo. Outros defendem que Trevões é a designação mais correcta, constituindo a evolução fonética natural de Trevules, forma original que consta de alguns documentos antigos.

8. Lamego

Lamego é um dos mais importantes centros urbanos da região do Douro. Muito antes da fundação da Nacionalidade já as terras de Lamego eram povoadas e constituíam um ponto de passagem importante nos fluxos e trocas comerciais. Foi aqui, na Igreja de Almacave, uma das maiores jóias arquitectónicas do município, que D. Afonso Henrique reuniu as Primeiras Cortes, quando Portugal nasceu como nação independente.

 



 

O Santuário de Nossa Senhora dos Remédios e o escadório, edificado no século XVIII, no cume do Monte de Santo Estevão, em honra da Senhora dos Remédios, são o ex-libris de Lamego. O escadório, que se ergue desde o centro da cidade até ao cimo do Monte, está cheio de lugares sagrados e recantos surpreendentes. É provavelmente, o maior símbolo de devoção a Nossa Senhora dos Remédios.







Miradouro de São Leonardo da Galafura

Próximo de Covelinhas e Gouvinhas, entre Vila Real e Peso da Régua, o Miradouro de São Leonardo da Galafura proporciona panoramas de grande beleza natural sobre o maravilhoso rio Douro, manifestando a excelência da região de Trás-os-Montes. Daqui as vistas surpreendem, pautadas com a beleza magnífica do rio Douro, recortado pelos socalcos de onde nasce o tão afamado vinho do Douro, que durante séculos tem caracterizado a vida da região.

 

Situado a cerca de 640 metros de altitude, vale a pena contemplar a beleza da região, avistando-se daqui as regiões de Armamar, Sabrosa, Tabuaço, Fontelo ou Valença do Douro, entre tantos outros lugares que emolduram a paisagem. O espaço possui ainda uma capela, onde anualmente no penúltimo fim-de-semana do mês de Agosto decorre a festividade local, que acolhe um largo número de visitantes, e também um marco geodésico, e um agradável parque de merendas, perfeito para momentos de lazer e comunhão com a natureza, que aqui é privilegiada.

10. Miradouro de São Salvador do Mundo

O Miradouro de São Salvador do Mundo fica localizado junto à estrada que liga São João da Pesqueira à Barragem da Valeira. A vista do miradouro é magnifica, permitindo uma perspectiva única sobre o rio Douro, a Barragem da Valeira e a paisagem envolvente.

 



 

Encontram-se junto ao miradouro dez ermidas, a sua maioria do século XVI, que compõem os Passos da Paixão de Cristo e no dia de Corpo de Deus realiza-se aqui uma bonita romaria. O Miradouro é tradicionalmente procurado por raparigas que querem casar, dizendo a lenda que, ao dar um nó nas muitas giestas que por ali existem, vão encontrar facilmente um bom homem para casar.