Paço Episcopal do Porto





Parece ter sido construído no séc. XIII, embora possa assentar numa construção anterior.Em 1737 foi remodelado sendo as transformações atribuídas a Nicolau Nasoni. A fachada principal é aberta por um arco pleno ladeado por pilastras e rematada por um frontão guarnecido.

A janela central tem uma balaustrada de pedra e no frontão, que excede o entablamento, vê-se as armas do Bispo D. Rafael de Mendonça.

As fachadas laterais apresentam igualmente janelas emolduradas com aparatosos frontões. O Paço Episcopal do Porto é a antiga residência dos bispos do Porto. Situa-se adjacente à Sé do Porto e, pela sua posição elevada, domina a paisagem do centro histórico do Porto.



Mosteiro de Santo Tirso





Mosteiro de Santo Tirso (ou também Mosteiro de São Bento) é um mosteiro localizado na freguesia de Santo Tirso, concelho de Santo Tirso, em Portugal, que foi da Ordem beneditina.

O mosteiro foi fundado por D. Unisco Godiniz e por Abunazar Lovesendes, primeiro senhor da Maia e ancestral desta famí­lia, em 978, conforme documento publicado por D. António Caetano de Sousa.

O Couto do mosteiro foi instituí­do e doado em 1097 pelos condes D. Henrique e D. Teresa a Soeiro Mendes da Maia, que, por sua vez, o doou em 1098 ao D. Abade do mosteiro, Gaudemiro, tornando o mosteiro num dos mais poderosos do paí­s, tendo obtido, inclusive, Bulas de protecção dos Papas Inocêncio III e Honório III. Em 15 de Outubro de 1385, e em 6, 7, 8 de Agosto de 1409 o mosteiro recebe a visita de D. João I.

No século XV foi edificada a igreja monástica por benemerência de Martim Gil, conde de Barcelos. Desta igreja restam alguns vestí­gios arqueológicos.

A actual igreja matriz foi construí­da em 1659 - 79, com projecto de Frei João Turriano, filho de um arquitecto milanês, Leonardo Turriano. Possuí­ planta de cruz latina e é de uma só nave. A fachada possuí­ três nichos em que estão alojadas as esculturas de Santo Tirso ao centro, ladeado por S. Bento e Santa Escolástica. No tí­mpano encontra-se inscrita a data de 1679 que, hipoteticamente, representa o termo da construção da igreja.

Ao mosteiro pertenceram as terras do couto até ao século XIX, quando se deu a expropriação dos bens das ordens religiosas em 1834. Em 11 de Maio desse ano, 46 dias após a retirada dos monges de S. Bento, toma posse a Comissão Municipal interina do futuro concelho de Santo Tirso, a qual ficaria sediada num dos edifí­cios do mosteiro.

Após a secularização o mosteiro é dividido; uma parte fica para um particular, outra para repartições públicas (Câmara Municipal - nas antigas hospedarias conventuais, Tribunal e Administração do concelho) e o Asilo Agrí­cola Conde S. Bento, e uma última parte para residência paroquial.

Dotado de inquestionável beleza paisagística e de abundantes e diversificados recursos cinegéticos, essenciais à sobrevivência e fixação do Homem, o território correspondente, na actualidade, ao concelho de Santo Tirso possui inúmeros testemunhos da presença de comunidades humanas, desde a mais alta antiguidade. De entre a multiplicidade de testemunhos edificados desta mesma existência, sobressai, sem dúvida, o "Mosteiro de Santo Tirso, Cerca e Cruzeiro Processional", localizado na própria povoação de Santo Tirso. 



Mosteiro da Serra do Pilar ou Mosteiro de Santo Agostinho da Serra do Pilar





O Mosteiro da Serra do Pilar ou Mosteiro de Santo Agostinho da Serra do Pilar (séc. XVI - XVII) localiza-se numa elevação sobranceira ao Rio Douro denominada Serra do Pilar, O Mosteiro da Serra do Pilar foi criado após a reforma da Ordem dos Agostinianos, quando os monges do mosteiro de Grijó foram transferidos para a nova localização. Inicia-se em 1537 a construção deste novo mosteiro, que apresenta planta composta pela igreja, de planta circular, da capela-mor, de planta retangular, e do claustro, também de planta circular, todos dispostos sequencialmente. 

O Mosteiro da Serra do Pilar, em Gaia, Património da Humanidade, começou a ser edificado em 1538, segundo projeto da autoria de Diogo de Castilho e João de Ruão, com o intuito de albergar os monges transferidos do Mosteiro de São Salvador de Grijó.

As obras só terminaram por volta de 1670, devido a problemas financeiros dos monges e a situação política da altura, o reino de Portugal passou para o domínio de Espanha. Este facto é visível na santa padroeira do mosteiro, Nossa Senhora do Pilar, santa espanhola.

O Mosteiro da Serra do Pilar era masculino e pertencia à Ordem de Santo Agostinho. A sua edificação teve iní­cio em 1538 e prolongou-se pelos séculos seguintes, em diversas etapas de construção que alteraram significativamente a traça inicial.

É hoje considerado um dos mais notáveis edifí­cios da arquitetura clássica europeia devido ao seu excecional valor arquitetónico e ao caráter singular da sua igreja e do seu claustro, ambos circulares e da mesma dimensão em planta.

A igreja foi classificada como Monumento Nacional em 1910; em 1935 a sala do capí­tulo, o refeitório, a cozinha, a torre e a capela foram classificados como Imóvel de Interesse Público. Em 1996 o Mosteiro da Serra do Pilar passou a estar classificado, juntamente com o Centro Histórico do Porto, como Património Mundial da Unesco, encontrando-se, por inerência, classificado como Monumento Nacional.



Casa do Infante Museu Casa da Rua da Alfândega Velha





A Casa do Infante, ou Casa da Rua da Alfândega Velha é um museu e um dos edifí­cios mais antigos da cidade do Porto, em Portugal.

A Casa do Infante é tradicionalmente tida como o local de nascimento do Infante D. Henrique, patrono dos descobrimentos portugueses. Trata-se de um conjunto edificado que ocupa uma extensa área da zona ribeirinha do Porto e que foi sofrendo sucessivas alterações ao longo dos tempos.

Assim designada por aí ter nascido Henrique, o Navegador, a Casa do Infante possibilita, a par de uma interpretação do monumento nacional, a descoberta de vestígios da ocupação romana, medieval e moderna, com destaque para a antiga Alfândega Régia e Casa da Moeda que aí tiveram os seus serviços instalados durante vários séculos.

 

 

Através da sua área expositiva mais recente, o centro interpretativo O Infante D. Henrique e os Novos Mundos, o visitante pode obter um olhar cruzado entre história e contemporaneidade através da interpretação do passado e a perceção do presente para a qual contribuíram vários artistas contemporâneos, centrada na figura do Infante D. Henrique, revisitando nesta viagem os principais marcos dos Descobrimentos Portugueses, de Ceuta até ao Extremo Oriente, com particular enfoque no papel da cidade e das gentes do Porto neste empreendimento



Citânia de Sanfins Sanfins de Ferreira





A Citânia de Sanfins localiza-se quase na sua totalidade na freguesia portuguesa de Sanfins de Ferreira e a parte sudoeste na freguesia de Eiriz, ambas no concelho de Paços de Ferreira, distrito do Porto.

Está classificada pelo IPPAR como monumento nacional (Dec. Nº 35817, DG, 187, 1u00aa SÉRIE, 20 de agosto de 1946) .

É uma das mais importantes zonas arqueológicas da civilização castreja na Pení­nsula Ibérica. Surgiu por volta do século I a.C. e ocupa uma área de cerca de 15 hectares, numa colina integrada numa zona de montanhas de afloramentos graní­ticos, num local estratégico entre a região do Douro e do Minho.

Há vestí­gios da ocupação do local da Citânia, desde o século V antes de Cristo, embora a grande cidade tenha sido a do tempo dos Calaicos, criada entre os séculos II e I a.C.

ituada num planalto, numa posição ci­meira que lhe conferia uma grande segu­rança face às invasões, é hoje um dos prin­cipais testemunhos da cultura castreja do noroeste peninsular, encontrando-se a decorrer o processo de candidatura dos castros a Património Mundial da Unesco.

Numa ampla plataforma, ocupando cerca de 18 hectares, as escavações efec­tuadas deixaram à descoberta uma cente­na e meia de habitações de planta circular e quadrangular, agrupados em cerca de 40 conjuntos de unidades familiares.

O visitante da Citânia tem oportuni­dade de visitar uma reconstrução de uma destas unidades familiares, permitindo vi­sualizar a sua volumetria no contexto ar­queológico, bem como os espaços interiores – páteo ou rua, casa principal com anexo ou vestíbulo bem como uma casa circular de apoio e todo um conjunto de anexos que funcionariam como locais de armazena­mento, bem como para recolha de animais – ovinos, caprinos, bovinos e cavalos.



Igreja Matriz de Vila do Conde





A Igreja de São João Batista ou Igreja Matriz de Vila do Conde localiza-se na cidade e concelho de Vila do Conde, distrito do Porto, em Portugal. É um dos mais importantes monumentos da cidade e um dos mais significativos em estilo manuelino no paí­s, apresentando elementos da arquitectura gótica e renascentista.

proveitando a passagem de D. Manuel por estas terras, em 1502, quando este se dirigia a Compostela, o povo de Azurara pediu ao rei permissão para edificar uma nova igreja. A construção da nova matriz, dedicada a Santa Maria a Nova, ter-se-á iniciado nesse mesmo ano e terá terminado em 1522, data de conclusão do espaço da capela-mor. O edifício assemelha-se à Igreja Matriz de Vila do Conde, edificada na mesma época.



Igreja de São Pedro de Roriz





A Igreja de São Pedro de Roriz localiza-se na freguesia de Roriz, concelho de Santo Tirso, distrito do Porto, em Portugal. Constitui-se em um dos mais belos exemplares da arquitectura românica do Douro Litoral.

A imensidão da pedra e a profundidade da rosácea, decorada com temas vegetais, contrastam com a simplicidade da cruz que remata a fachada principal.

À medida que nos aproximamos, não há como não reparar em toda a escultura figurativa.

Nos quadrúpedes de duplo corpo ligados pelo focinho no ângulo do capitel.

No busto que espreita de um pequeno óculo. São trabalhos da oficina de Paço de Sousa. O portal é de arco quebrado. Com três arquivoltas, decoradas com bolas. Espaçadas. O tímpano é liso. 

A igreja tem planta retangular, bem alongada, alçados bastante elevados e telhado de duas águas. A atual sacristia está do lado sul da cabeceira.

A fachada lateral norte da nave apresenta uma pequena porta de duas arquivoltas em arco quebrado, um nível de mísulas lisas de apoio de um antigo coberto lateral, e três frestas muito altas e estreitas.



Ponte da Arrábida Porto





A Ponte da Arrábida é uma ponte em arco sobre o Rio Douro que liga o Porto (pela zona da Arrábida) a Vila Nova de Gaia (pelo nó do Candal), em Portugal.

Desde a década de 1930 que era necessário criar ligações alternativas í s antigas pontes (pontes D. Maria Pia e D. Luí­s) de modo a responder ao crescente fluxo da circulação viária.

No tempo da sua construção em 1963, a ponte tinha o maior arco em betão armado de qualquer ponte no mundo.

O comprimento total da plataforma é de 614,6m , tendo uma largura de 26,5m. O seu vão de 270 m, e 52 m de flecha, arco esse constituí­do por duas costelas ocas paralelas, de 8m de largura ligadas entre si por contraventamento longitudinal e transversal. Tinha duas faixas de rodagem e duas faixas laterais para peões e ciclistas. Na década de 90 foi alterado o número de faixas rodoviárias.

O engenheiro responsável pelo seu projecto e construção foi Edgar António de Mesquita Cardoso que teve a colaboração do arquitecto Inácio Peres Fernandes e do engenheiro José Francisco de Azevedo e Silva.