Sarzedas é a única Aldeia do Xisto que teve um título nobiliárquico atribuído. Atualmente, a torre sineira serve de miradouro para a aldeia e para a charneca que a envolve. 




Sarzedas distingue-se pelos traços de cor que lhe marcam as fachadas das casas rebocadas a caminho da Fonte da Vila. Antiga Vila e sede de Concelho, o seu Pelourinho, o Largo, as Igrejas e Capelas, sobressaem numa malha urbana com casas de belo traçado e volumes grandiosos, que atestam a presença marcante da História.

 

No Alto de São Jacinto, junto à Igreja Matriz, o Campanário com a sua Torre Sineira – que ficou da antiga Igreja sobre Outeiro – ergue-se solitário sobre a aldeia. Está-se bem aqui, neste espaço de leitura moderna, a pensar na história deste lugar cujo povoamento se deve a D. Gil Sanches.

 

O material de construção predominante é o xisto. Nas fachadas e muros não rebocadas verificamos que o aparelho de xisto integra - tal como em outras Aldeias do Xisto - calhau rolado de tons claros, de quartzo leitoso ou quartzito. Nalguns casos também taipa. O granito é frequentemente utilizado em alguns vãos (ombreiras, padieiras, soleiras e peitoris). A grande maioria das fachadas encontra-se rebocada e pintada, nalguns casos utilizando cores garridas em decorações características da Beira Baixa.

Merecem destaque:

  • Pelourinho
  • Igreja Matriz
  • Torre Sineira
  • Capela da Misericórdia
  • Fonte da Vila
  • Capela de São Pedro
    Datada de 1603. Templo de linhas muito simples. No interior conserva uma imagem do padroeiro.
  • Capela de Santo António
    Pequeno templo de planta rectangular, orientado a poente. Portal de ombreiras rectas e padieira ligeiramente curvado. Pequena janela à direita e óculo por cima do portal. Sineirita moderna.
 
Antiga vila e sede de concelho, Sarzedas mantém uma certa imponência no casario rebocado, de fachadas com traços de cor e volumes grandiosos, no largo onde se ergue o pelourinho, nas igrejas e até nas capelas. A aldeia ganhou um novo fôlego com a recuperação de alguns espaços comunitários, como o lavadouro, a Fonte da Vila e a pavimentação dos acessos. Agora, não são apenas os habitantes mas também muitos turistas quem sobe ao alto de São Jacinto para apreciar o desenho pitoresco das ruas e casas, a igreja matriz e o seu campanário com três sinos.

Ali perto, as ruínas do antigo castelo medieval, cujas origens remontam ao tempo do povoamento, no reinado de Sancho I, não deixam esquecer a antiguidade deste mágico lugar.