A aldeia situa-se no fundo de um vale, como que numa procura constante pela água, que noutros tempos assegurava a subsistência. Hoje é sinónimo de lazer.

 

Tudo nesta aldeia sempre girou em torno da água. Hoje é sinónimo de lazer e a razão perfeita para uma visita prolongada. Principalmente nos dias quentes de Verão: Mosteiro goza do privilégio de ter uma praia dentro da povoação. Convidamo-lo não só a visitar, mas fundamentalmente a mergulhar nesta aldeia.

Mosteiro é uma pequena localidade de cariz rural, onde a água e a agricultura são elementos fundamentais que condicionaram positivamente o seu desenvolvimento, possuindo o maior regadio do concelho de Pedrógão Grande. A Aldeia do Mosteiro desenvolveu-se na margem direita da ribeira de Pera. Os terrenos férteis situados perto do leito da ribeira, promoveram a criação de hortas e moinhos que sustentavam a população da aldeia que vivia da agricultura de subsistência. Por isso mesmo, visita obrigatória são os moinhos, as levadas, os lagares e regadios que serviram como infraestruturas base durante séculos para a sustentação desta aldeia, e que agora servem de polos de atração turística.

A implantação da povoação neste local tirou partido da configuração aberta do vale com a consequente disponibilização de terrenos agrícolas. Dividida pela ribeira, a parte da aldeia na margem esquerda apresenta uma malha urbana complexa e difusa que apenas se estrutura em redor da pequena igreja do recente edifício da Associação do Mosteiro ou da estrada que atravessa a povoação.

 

Ao percorrer a aldeia do Mosteiro facilmente se verifica que a pedra de xisto foi o material de eleição para a construção das edificações, por parte dos moradores. É visível nas edificações antigas a pedra assente sobre argamassa de barro, travada com pedras mais pequenas, ou mesmo com cacos de telha. Também percetível é ainda a forte ligação das populações antigas à linha de água da Ribeira de Pera, pois muitas vezes recolhiam as pedras roladas para colocar nas paredes das edificações e muros.

Como a aldeia é enriquecida pelo atravessamento da ribeira, esta originou a existência de moinhos, lagares, levadas e regadios que serviram de infraestruturas base durante séculos para a sustentação desta povoação. Os moinhos de rodízio representam as raízes históricas e culturais do concelho de Pedrógão Grande. De entre todos os cursos de água do concelho de Pedrógão Grande, a ribeira de Pera assumiu especial importância na implementação de fábricas têxteis, lagares de azeite e moinhos.